Em seis rodadas, Brasileirão derruba sete técnicos

Dos quatro últimos colocados, três optaram por mudanças na comissão técnica

O Estado de São Paulo

08 de julho de 2013 | 19h55

SÃO PAULO - A saída de Ricardo Drubscky do Atlético-PR confirmou um número que tem sido recorrente no Campeonato Brasileiro nos últimos anos. Após seis rodadas disputadas, sete dos vinte times participantes trocaram seus técnicos. Grêmio, São Paulo, Santos, Ponte Preta, Flamengo e Náutico, além do rubro-negro paranaense, optaram pela mudança no comando de suas equipes. Desde junho até agora (da 3ª à 6.ª rodada do Nacional), seis treinadores perderam seu emprego.

Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro pelo São Paulo e campeão da Libertadores pelo Santos, foi o primeiro que ficou desempregado no Brasileirão 2013. O técnico perdeu o emprego no dia 31 de maio, após ter ficado dois anos no comando do Alvinegro tendo uma marca de 150 jogos com 72 vitórias, 42 empates e 36 derrotas. O time de Vila Belmiro ainda procura um técnico e já cogita efetivar o interino Claudinei Oliveira.

Outro treinador campeão que foi demitido foi Vanderlei Luxemburgo, que dirigiu o Grêmio de fevereiro de 2012 até junho deste ano. A fraca campanha na Libertadores da América e o alto salário foram decisivos para a troca de comando no Tricolor gaúcho. Assim como Muricy, ele deixou a equipe com um bom retrospecto: em 91 jogos foram 52 vitórias, 21 empates e 18 derrotas. Quem assumiu o clube de Porto Alegre foi Renato Gaúcho, que estava desempregado.

Quem também foi demitido por resultados ruins fora do Campeonato Brasileiro foi Ney Franco. O comandante são-paulino decepcionou na competição continental e na Recopa Sul-Americana, diante do Corinthians e não aguentou a pressão no Morumbi. Ele deixou a equipe com um aproveitamento de 58,6%.

REBAIXAMENTO

Como é comum acontecer, a parte de baixo da tabela é o fator mais comum para encerrar precocemente o trabalho dos treinadores brasileiros. Do 16.º lugar ao lanterna, apenas o Criciúma continua apostando no trabalho de Vadão, que estreou com a equipe no Brasileirão. Dos outros quatro times, os casos mais impressionantes são o do Flamengo, que optou por demitir Jorginho com apenas 14 jogos no comando do elenco carioca, e do Náutico, que demitiu Silas, que tinha 51 dias de trabalho em Pernambuco. No Rio, Mano Menezes assumiu o Rubro-negro. Já no Recife, Zé Teodoro trabalha para tirar o time da zona de rebaixamento.

A Ponte Preta optou por um técnico mais experiente após resultados ruins nas primeiras rodadas do campeonato nacional. Guto Ferreira, que havia substituído Gilson Kleina em Campinas em setembro de 2012, saiu para dar lugar a Paulo César Carpegiani.

A última vítima, Ricardo Drubscky, estava no comando do Atlético-PR há 13 meses. O próximo clube que deve estar procurando um técnico é o Vasco, que recebeu um ultimato de Paulo Autuori para acertar os salários do elenco, mas não conseguiu cumprir a promessa.

SÉRIE B

Na divisão de acesso do Campeonato Brasileiro, as mudanças foram frequentes nas primeiras rodadas. Foram oito técnicos demitidos nas primeiras sete rodadas. Bragantino, Sport, Icasa, Ceará, Paysandu, Avaí, Atlético-GO e ABC, que demitiu Paulo Porto e depois ainda teve que repor a saída de Zé Teodoro com a contratação de Waldemar Lemos, trocaram a comissão técnica.

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