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Em silêncio, Zé Roberto faz história

Para que estrelas como Roberto Carlos e os Ronaldos possam brilhar, é preciso um chamado ?carregador de pianos? no meio-de-campo. E esse homem é Zé Roberto. Trabalhando sempre em silêncio, longe dos holofotes, o jogador do Bayern de Munique já é o quinto do atual grupo da Seleção com mais partidas vestindo a ?amarelinha?. Só Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo e Dida jogaram mais pela Seleção do que Zé Roberto. Questionado sobre a marca, ele diz que não se surpreende. ?Isso significa muito pra mim, mas não estou surpreso. Estou é feliz. Servir à Seleção sempre foi a minha prioridade.?Já são 60 jogos disputados pela Seleção. O primeiro foi em 95, um ano e meio após se profissionalizar na Portuguesa, como lateral. Na Alemanha, ele joga há sete anos. É ídolo. No Brasil, ainda se sente contestado. ?Pela mentalidade do povo brasileiro, a badalação é sempre pelos atacantes. Isso é normal, mas estou buscando meu espaço aqui também. E já sinto diferenças em relação às primeiras convocações, quando muitos diziam nem saber onde eu jogava.?Apesar de ainda enfrentar a desconfiança de muitos, o rapaz criado em São Miguel Paulista, bairro da periferia de São Paulo, já se sente um vencedor.?Superei tudo com sacrifício. Vim de família pobre e lutei muito para chegar onde estou. Por isso, me considero um vencedor, um iluminado.?Rico, bem-sucedido e com o talento reconhecido lá fora. O que falta para Zé Roberto? ?Uma Copa do Mundo!?, responde ele, de bate-pronto. Segundo Carlos Alberto Parreira, as chances de isso acontecer são boas. O técnico costuma elogiar Zé Roberto, chamando-o de ?facilitador?.O meia se sente lisonjeado. E não deixa que o atrapalhe o fato de desempenhar na Seleção uma função bem diferente da que faz na Alemanha. ?Lá, jogo aberto. Aqui, pelo meio. Tenho a confiança do Parreira e é isso o que importa. Sinto que estou perto de carimbar meu passaporte para a Copa.?

Agencia Estado,

08 de outubro de 2004 | 09h02

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