Vinnicius Silva / Cruzeiro
Vinnicius Silva / Cruzeiro

Em situação difícil, Cruzeiro joga no Chile pela primeira vitória na Libertadores

Universidad de Chile passa por momento ruim no campeonato nacional, com jogadores quase brigando em campo na última partida

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

19 de abril de 2018 | 07h50

Em situação difícil na Copa Libertadores, o Cruzeiro entra em campo nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), ainda em busca da sua primeira vitória. Após dois tropeços no Grupo E, o time encara a Universidad de Chile, no estádio Nacional, em Santiago, sabendo que um novo resultado ruim poderá complicar de vez a sua situação no torneio continental.

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Derrotado por 4 a 2 pelo Racing, na Argentina, e só tendo empatado por 0 a 0 com o Vasco, em Belo Horizonte, o Cruzeiro é o lanterna da sua chave com apenas um ponto, empatado com o time carioca, mas em desvantagem nos critérios de desempate. Já o oponente, com quatro pontos, ocupa a segunda posição, estando em situação bem mais confortável.

Diante desse cenário, o Cruzeiro adotou o discurso de que triunfar é praticamente uma obrigação. "Vamos para fazer nosso melhor, sabendo da importância do jogo. Vamos em busca do resultado positivo. Temos encarados jogos importantes desde o começo, decisivos. Agora será mais um", declarou o volante Henrique, capitão cruzeirense.

Para deixar o Cruzeiro ainda mais pressionado, o time perdeu em casa para o Grêmio por 1 a 0, no último sábado, na sua estreia no Campeonato Brasileiro. Ainda assim, a promessa é de que o tropeço não terá influência no desempenho da equipe no Chile, tanto que o técnico Mano Menezes não fará alterações na formação titular.

Para isso, porém, também pesam os desfalques, pois o atacante Raniel e o zagueiro Murilo seguem lesionados. Em compensação, Lucas Romero está recuperado de lesão e ficará como opção no banco de reservas, tanto como opção para a dupla de volantes titular - Henrique e Ariel Cabral - como para o lateral-direito Edilson.

Em Santiago, o Cruzeiro também aposta no seu bom retrospecto no Chile para triunfar. Foi lá que o clube conquistou o título da Libertadores de 1976, em jogo extra contra o River Plate, e também se classificou para a decisão do torneio de 1997, passando pelo Colo Colo - posteriormente, faturaria o bicampeonato.

"Jogar em Santiago é sempre difícil, tive a oportunidade de jogar lá várias vezes. Eles têm qualidade, uma posse de bola muito boa e vamos estudar um pouco mais o adversário. Mas temos de ter postura, determinar o ritmo da partida. Não podemos deixar o time deles se impor, mesmo que estejamos fora de casa", disse o goleiro Fábio.

A situação da Universidad de Chile na tabela de classificação é melhor, mas o seu momento não é bom. Afinal, no último domingo, perdeu clássico por 3 a 1 para o Colo Colo e ficou mais distante da Universidad Católica na briga pelo título nacional - está três pontos atrás do líder. O time também teve dois jogadores expulsos e ainda viu Jean Beausejour e Mauricio Pinilla quase brigarem entre eles durante o duelo.

Além disso, após estrear na Libertadores com vitória sobre o Vasco no Rio de Janeiro, a Universidad de Chile decepcionou em casa ao ceder empate para o Racing, perdendo a chance de disparar na liderança da chave. Assim, um tropeço pode transformar um cenário que é favorável na Libertadores em imprevisível e até em uma crise. E o zagueiro brasileiro Rafael Vaz, ex-Flamengo e Vasco, deverá seguir como titular.

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