Em situação difícil, técnico coreano ainda crê em vaga

Mesmo com um duelo difícil contra a Bélgica em São Paulo, Hong Myung Bo acredita que os sul-coreanos vão conquistar a vitória

Ciro Campos, Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 18h54

Para Hong Myung Bo é uma coisa inusitada. Como treinador, ele jamais viu a seleção da Coreia do Sul em uma situação tão complicada. Mas nada de se dar por vencido. O ex-zagueiro adotou o lema da torcida na Copa de 2002, o famoso "eu acredito" que tanto impera no futebol brasileiro na atualidade, para esbanjar confiança até o fim em vaga nas oitavas de final.

Sua seleção encara a Bélgica, melhor time do grupo, nesta quinta-feira, no estádio Itaquerão, em São Paulo, com a missão de vencer por pelo menos dois gols de diferença e ainda tem de torcer por vitória simples da Rússia sobre a Argélia. Myung Bo lembra de quando ainda era zagueiro e disputou o Mundial em seu país, em 2002, quando ninguém imaginava que fosse possível avançar em um grupo com Polônia, Portugal e Estados Unidos. Foram duas vitórias e um empate com os norte-americanos. Depois, ainda viriam Itália nas oitavas (triunfo por 2 a 1) e Espanha nas quartas (avanço com 5 a 3 nos pênaltis).

Naquela Copa, a torcida fez a diferença, empurrando o time. Agora, está mandando energias de longe e Myung Bo quer deixá-los orgulhosos. "Eu não tenho uma religião, então não peço ajuda divina. Só olho para meus jogadores e acredito neles", enfatizou. Depois, repetiu. "O time vai dar o melhor, acredito neles e é o que espero amanhã (quinta)".

Os sul-coreanos acreditam que vão encarar um rival mais relaxado pela vaga antecipada e esperam se aproveitar. "Bem, a Bélgica já passou para a próxima fase e não sei o que esse jogo significa para eles. Mas para nós será muito importante independentemente de como eles vêm. Vamos dar o nosso máximo pela vaga", garantiu.

E usa de lições no mundo da bola e até mesmo desta competição para não se dar por vencido. A Costa Rica serve de exemplo, assim como o Chile, que desbancou a campeã Espanha. "No futebol não significa que o mais forte vai vencer e é baseado nisso que estamos nos preparando. Embora perdemos o último jogo, podemos esperar algo positivo. Ninguém prevê o que pode acontecer. Se os jogadores continuarem fazendo o máximo possível, dá para ganhar da Bélgica. E não seria um milagre, estamos jogando bem, mas temos de ver os resultados".

O comandante sul-coreano não quis adiantar se fará mudanças na escalação após surra por 4 a 2 para a Argélia. Disse que vai pensar para não ser tratado como "terrível", mas espera por uma apresentação melhor.

O capitão Ja-Cheol está confirmado. E tem, nos seus pés, a esperança de gols. Ele garante estar pronto para a missão ingrata e promete dar orgulho a seu povo. "Os jogadores sabem que nosso povo quer ver um bom jogo amanhã (quinta) e sei que estão acordando cedo para torcer por nós. Vamos nos sacrificar. Ficamos muito decepcionados com a derrota passada, mas já superamos e vamos batalhar amanhã, pois temos o apoio do nosso país".

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