Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Em situações opostas, Fernandinho e Giuliano tentam se garantir na Copa

Últimos quatro amistosos vão servir para Tite definir o grupo da seleção brasileira

Andrei Netto, Estadão Conteúdo

06 Novembro 2017 | 19h06

Os últimos quatro amistosos da seleção brasileira antes da convocação para a Copa do Mundo de 2018 são as últimas chances dos jogadores que ainda não têm posição garantida no grupo do técnico Tite para ir à Rússia. Nesta situação encontra-se o meia Giuliano, hoje no Fenerbahçe, da Turquia, que vinha sendo convocado, mas foi deixado de lado nas duas últimas partidas contra Bolívia e Chile. Com vaga quase garantida, o volante Fernandinho quer manter o espaço e abre até a perspectiva de jogar mais adiantado.

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Os dois jogadores, ambos paranaenses, concederam entrevista coletiva nesta segunda-feira, em Paris, onde o grupo se reuniu para os amistosos contra o Japão, nesta sexta-feira, em Lille, no norte da França, e contra a Inglaterra, na terça da semana que vem, no estádio de Wembley, em Londres.

Para Giuliano, a nova convocação é um alívio e a prova de que ainda está nos planos de Tite para a Copa do Mundo. Depois de deixar o Zenit St.Petersburg, onde estava bem mas acabou perdendo espaço com a chegada de um novo treinador, o ex-meia do Grêmio se transferiu para a Turquia com o objetivo de seguir jogando e na vitrine. A primeira convocação acabou sendo negativa, já que o treinador o deixou de lado no final das Eliminatórias. "Foi um sentimento ruim estar fora, de não ter sido chamado. Por outro lado, me permitiu ligar o alerta: 'Não entra na zona de conforto, você precisa melhorar'. Eu usei isso como motivação, para que eu me esforçasse, me dedicasse mais", reconheceu.

Para Giuliano, o grupo da seleção já começa a se definir e é preciso fazer um bom trabalho nos meses que faltam até a convocação definitiva para garantir lugar em um grupo em uma das últimas vagas, para as quais concorrência. "É uma vaga concorrida", avaliou. "Cada um está buscando seu espaço e a competitividade é muito grande. Vários estão brigando por essas posições, todos querem participar da Copa".

O meia encara os dois últimos amistosos do ano para demonstrar que tem condições de voltar à Rússia, não mais como jogador do Zenit St.Petersburg, mas como membro da seleção. "Temos que aproveitar da melhor forma possível, realmente entregar tudo o que nós temos", disse Giuliano.

Em situação oposta está Fernandinho. Jogando na equipe mais badalada da Europa no momento, o Manchester City, que por ora divide um certo favoritismo na Liga dos Campeões da Europa ao lado do Paris Saint-Germain, o volante está confortável no grupo de Tite. Desde que o treinador assumiu, mudando os rumos da seleção, só não foi chamado na primeira convocação. Desde então é figurinha carimbada no grupo, quando não no time principal. "Desde que o Tite assumiu a seleção eu só fiquei de fora da primeira. Tive a oportunidade de jogar em vários jogos, começando como titular ou entrando no segundo tempo. A expectativa é continuar e chegar com chance real de estar na lista final dos convocados para a Copa do Mundo", confirmou.

O volante diz até que está disposto a jogar fora de sua atual posição, mais avançado, para obter seu posto no time titular. "A última conversa que tivemos sobre isso foi antes do jogo do Chile", confirmou Fernandinho, referindo-se a Tite. "Se isso acontecer, vou jogar um pouco mais adiantado, como era no Atlético Paranaense".

Os atletas voltam a treinar nesta terça-feira à tarde (horário local), no estádio Parque dos Príncipes, em Paris, casa do Paris Saint-Germain e de Neymar, Daniel Alves, Thiago Silva e Marquinhos.

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