Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Em tarde de São Marcos, Prass é novo herói palmeirense

Goleiro traz más recordações ao corintianos em clássico paulista

O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2015 | 18h33

Os mais de 39 mil corintianos presentes na Arena Corinthians para a partida contra o Palmeiras tiveram uma péssima recordação neste domingo. Após o empate em 2 a 2 no tempo normal, Fernando Prass brilhou debaixo das traves durante as cobranças de pênaltis, uma atuação digna do grande carrasco do Alvinegro na história recente: o goleiro Marcos, chamado com merecimento pelos alviverdes de "São Marcos". A defesa na penalidade de Petros talvez não tenha o mesmo valor que o histórico lance do antigo camisa 12 na Libertadores em 2.000, mas pode ser o começo de um novo tabu desfavorável para equipe de Itaquera.

Antes da suada vitória nos pênaltis na semifinal do Paulista de 2015, Fernando Prass já havia encarado o Corinthians em outras três ocasiões e nunca saiu derrotado. Foram três empates:  2 a 2 pelo Paulista em 2013, 1 a 1 pelo Estadual de 2014 e 1 a 1 no segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado. A única derrota alviverde no período não contou com a presença do goleiro: foi no primeiro turno do Nacional de 2014, quando Fábio defendeu a meta do Palmeiras devido a uma lesão do herói deste domingo.

Justamente a última vitória do Palmeiras contra o Corinthians, em 2011, foi o último clássico disputado por Marcão contra o eterno rival dos palestrinos. Em Presidente Prudente, a equipe de Palestra Itália bateu o Corinthians por 2 a 1. Nove jogos e uma eliminação depois a escola de goleiros palmeirenses mostrou que pode voltar a dar dores de cabeça aos corintianos.

Além de ter pego a cobrança de Petros feito o chute de Marcelinho Carioca de 2.000, Fernando Prass também havia defendido antes o pênalti de Elias, que ficou no banco e entrou no segundo tempo da partida em Itaquera. Prass fez os quase 2 mil palmeirenses presentes no estádio se lembrar do eterno ídolo Marcos. De quebra, ganha moral com a torcida. Eliminar o Corinthians dentro de seu estádio, uma fortaleza onde o time era imbatível, tem seu valor.

 

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