Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Em Teresópolis, Brasil aproveita o isolamento em preparação para Copa

Seleção brasileira opta por não ter muito contato com o público na Granja Comary

Marcio Dolzan, enviado especial a Teresópolis, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2018 | 07h00

Se na Suíça a primeira parte da preparação para a Copa do Mundo foi marcada pela integração entre torcedores e jogadores, no Brasil a seleção encerrou neste sábado uma fase de quase isolamento em Teresópolis.

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Durante seis dias, os comandados de Tite se limitaram a exercícios na academia, exames médicos, quatro atividades no gramado e saídas esporádicas nas cercanias do hotel da seleção, que fica no alto de um morro dentro da Granja Comary. Houve apenas um treino aberto à torcida, e a maior parte do público ficou muito longe de seus ídolos.

As exigências, claro, são diferentes. Vice-líder do ranking da Fifa e apontado como um dos favoritos ao título, o Brasil chama a atenção do mundo quando se reúne para a Copa. Enquanto dez jornalistas cobriram a semana de treinos no vilarejo suíço, na Granja Comary o número era pelo menos vinte vezes maior. Além da imprensa nacional, havia repórteres da Europa e da Ásia registrando os primeiros trabalhos da seleção.

Tamanha badalação é reconhecida pela comissão técnica. Nem o sempre cauteloso técnico Tite, nem o coordenador de seleções, Edu Gaspar, escondem que a seleção é uma das favoritas ao título. E não veem problema algum nisso.

“Acho positivo, sim. Temos que parar de ter medo da positividade. Parar de ter medo de falar que o Brasil é um dos favoritos”, comentou Gaspar. “Mas também temos que ter consciência de não transformar isso em um peso e ser realista.”

Os jogadores também têm consciência disso, seja pelo desempenho nos dois últimos anos, seja pelo peso da camisa. Ao mesmo tempo, sabem que não podem relaxar.

“É um grupo difícil, e se você não tiver atenção redobrada pode ser surpreendido. Suíça e Costa Rica são seleções que participaram no último Mundial, e a Sérvia, no contexto geral, tem jogadores muito bons”, avalia o volante Fernandinho. Mas vem do lateral Filipe Luís o principal ensinamento. “Sou do tipo de pessoa que acredita no presente. Não é porque o Brasil ganhou antes que vai ter facilidade nessa.”

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