Embaixador da Inglaterra visita Arena Amazônia e nega mal-estar

Em dezembro, técnico da seleção inglesa havia dito preferir cair no grupo da morte a jogar no estado

Renata Magnenti, Agência Estado

22 de janeiro de 2014 | 17h09

MANAUS - O embaixador britânico no Brasil, Alex Ellis, esteve nesta quarta-feira nas obras da Arena Amazônia, uma das 12 sedes da Copa do Mundo. A visita foi uma forma de acabar com o mal-estar provocado pelo técnico da seleção inglesa, Roy Hodgson, que causou polêmica ao reclamar em dezembro por ter de jogar em Manaus, por causa do clima e da distância - a Inglaterra enfrentará a Itália na cidade, no dia 14 de junho.

Alex Ellis foi acompanhado pelo governador do Amazonas, Omar Aziz, e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, entre outros políticos e integrantes da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa). "É muito bom estar em Manaus, laços históricos unem o Brasil a Inglaterra, queremos fazer uma bela festa com nosso futebol e estreitar políticas de desenvolvimento tecnológico", disse o embaixador.

"O embaixador chegou a me dizer que, para os ingleses, o mal-estar de dezembro é algo do passado e informou que na Inglaterra o jornal que publicou o comentário de Hodgson não tem credibilidade. No Brasil, tivemos muitos comentários e, por isso, ele está aqui vendo todas nossas belezas", declarou o governador Omar Aziz.

No estádio, que está em fase final de construção, Alex Ellis encarou bater um pênalti com o secretário municipal de Juventude, Esporte e Lazer, Fabrício Lima, no gol. Com o pé direito, o embaixador chutou a bola no centro do gol, facilitando a defesa. Depois, no rebote do "goleiro", mandou por cima da trave.

OBRAS

A previsão é de que a Arena Amazônia seja entregue no início de fevereiro. Segundo coordenador da UGP-Copa, Miguel Capobiango, no setor interno do estádio faltam ser instaladas algumas cadeiras e fazer a parte de pintura e acabamento do piso. E do lado de fora, restam detalhes de entrada e saída. "Agora, temos só temos que verificar uma agenda com a presidente Dilma Rousseff para marcarmos a data de inauguração", disse ele.

Alguns trabalhadores, terceirizados pela empreiteira Andrade Gutierrez, têm contratado de trabalho até 20 de fevereiro, enquanto outros disseram que continuarão trabalhando na arena até o mês de abril.

O governador disse que, provavelmente, a Arena Amazônia seja privatizada depois da realização da Copa do Mundo. "Ainda não sabemos como se dará a privatização, se por meio de licitação. O fato é que as possibilidades estão sendo discutidas e, no momento certo, iremos divulgar mais informações", explicou Omar Aziz.

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