Émerson chega e SP busca atacante

O presidente do São Paulo, Paulo Amaral, reapereceu hoje em grande estilo. Ao lado do diretor de futebol, José Dias, apresentou o zagueiro Émerson, penúltimo reforço para a disputa do Campeonato Brasileiro e da Copa Mercosul, que veio da Portuguesa por empréstimo até o final do ano. Teve, enfim, a oportunidade de se pronunciar publicamente sobre o caso Rogério Ceni, mas procurou não polemizar ainda mais. "É uma situação dolorosa a que estou vivendo.O silêncio muitas vezes é necessário, como neste momento.Quero paz no São Paulo". O presidente também evitou comentar sobre hipóteses. Por esse caminho, não descartou a possibilidade do goleiro permanecer no clube após a suspensão de 28 dias imposta sexta-feira pela diretoria. "Também não acho conveniente falar sobre medidas que teriam sido tomadas caso o Rogério tivesse se retratado. Agora já passou e a hora é de pensar na Copa Mercosul e correr atrás de um atacante". O goleiro segue sem falar. Sua advogada, Gislaine Nunes, prometeu para segunda-feira uma declaração sobre os procedimentos que irá tomar. O nome do novo reforço não foi citado nem por Amaral nem por José Dias. Terça-feira se encerram as inscrições para a Copa Mercosul, e o próprio presidente admite que será muito difícil anunciar um nome até lá. Depois de três anos de tentativas, finalmente o zagueiro Émerson foi apresentado no São Paulo. Uma negociação que já estava encaminhada antes mesmo da Copa dos Campeões, e que só não foi concluída antes devido ao aparecimento de outros clubes interessados, como o Corinthians. "Deixei bem claro aos dirigentes da Portuguesa que não aceitaria me transferir para nenhum outro clube que não o São Paulo", disse o zagueiro, procurando evitar o discurso de que sempre foi são-paulino. Em um elenco carente de jogadores experientes, ainda mais agora com a suspensão de Rogério, Émerson chegou falando que não vem para somar, mas sim para dividir responsabilidades. "A torcida não deve esperar um salvador da pátria. A regularidade que mostrei na Portuguesa me ajudou nesta transferência, mas a responsabilidade pelos resultados será sempre de todos que estiverem em campo". Émerson terá apenas cinco meses para provar ao São Paulo que vale os US$ 5,5 milhões que a Portuguesa exige para liberá-lo. Período escasso, mas não a ponto de fazê-lo pensar que cada jogo será uma decisão. "Temos duas competições importantes pela frente e terei que mostrar o que todos conhecem. Apesar de não jogar há dois meses, estou treinando regularmente e pronto para estrear na quarta-feira contra o Peñarol se o Nelsinho quiser". Os dois trabalharam juntos no ano passado na Portuguesa. O meia Souza, que estava para ser emprestado ao Cruzeiro, voltou hoje a treinar com os companheiros. Disse que não entendeu o motivo pelo qual a negociação com o time mineiro não deu certo. "Só quero continuar trabalhando aqui depois do que aconteceu. Meu procurador (Gilberto de Nadai) já está conversando com a direção e até segunda ou terça teremos novidades".

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