Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Emerson critica protesto da torcida no Corinthians

Quem quer brigar e fazer bagunça, eu não respeito", atacou o jogador corintiano

Fábio Hecico, Agência Estado

23 de setembro de 2011 | 19h07

SÃO PAULO - O atacante Emerson não gostou nada da forma como a torcida do Corinthians protestou contra o desempenho da equipe antes do clássico contra o São Paulo. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o jogador demonstrou todo seu descontentamento com os torcedores que levaram faixas ao CT do Parque Ecológico, na segunda-feira.

"Quem torce pelo título vai torcer no estádio, incentivar. Galera que veio aqui não queria muito o título, vai ver nem é corintiano. Valorizo os que lotam estádio, que vão e nos apoiam, esses têm todo meu respeito. Quem quer brigar e fazer bagunça, eu não respeito", atacou o corintiano.

Emerson não vê necessidade de a torcida cobrar a equipe. Afinal, o Corinthians liderou 17 rodadas da competição até aqui e, se tivesse vencido o São Paulo, estaria mais uma vez na primeira colocação. "Aqui ninguém está brincando. A gente quer dar alegria à nossa família, para eles (torcida) também. É difícil pegar ônibus, trem, metrô, pagar ingresso. A gente quer dar alegria, reconhece esse esforço", comentou.

Em uma entrevista franca, o atacante também falou sobre o seu desempenho no clube até aqui. "Está faltando gols. Acho que estou melhorando a cada partida. Posso dar mais, melhorar mais. Daqui a pouco a bola vai entrar e vou ter sequência."

Falando a respeito do clima dentro do grupo, Emerson elogiou Chicão, que pediu para deixar a concentração do time, na véspera do clássico, porque seria reserva. "A posição dele é totalmente compreensiva. O grupo está tranquilo. Entendemos o Chicão, ele foi honesto. Tem de estar pronto para ajudar e ele não estava legal naquele momento. Outros entraram e deram conta", avaliou o atacante, que também negou que as declarações de Ralf, criticando Chicão, tenham desestabilizado o grupo. "Já falei com os dois que essa pequena declaração não influenciou em nada na amizade e no companheirismo do Chicão. Foi de cabeça quente ou induzido. Passou, e grupo está forte de novo."

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