André Lessa/Estadão - 08/11/2012
André Lessa/Estadão - 08/11/2012

Emerson enfrenta os tribunais do Rio por causa de compra de carro importado

Julgamento sobre denúncia de contrabando e lavagem de dinheiro pode comprometer ida do atacante do Corinthians ao Japão

O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2012 | 18h50

SÃO PAULO - Responsável direto pela conquista da primeira Libertadores do Corinthians, Emerson Sheik corre risco de não participar do Mundial de Clubes em dezembro. O atacante foi denunciado por contrabando e lavagem de dinheiro em fevereiro deste ano e começou a ser julgado nesta terça. Se condenado, pode ser impedido de deixar o País. O jogador tenta tranquilizar a torcida do Corinthians afirmando que estará com o time no Japão.

 

A denúncia diz respeito à compra de duas BMWs modelos X6, importadas de forma ilegal dos Estados Unidos em 2010. O volante Diguinho, do Fluminense, campeão brasileiro no fim de semana, também está arrolado ao processo, mas como beneficiário da transação.

 

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, os dois atletas sabiam do esquema e ainda tentaram esconder a origem ilícita do bem. Emerson vendeu uma das BMWs a Diguinho por R$ 315 mil, mas apenas R$ 200 mil foram declarados em seu imposto de renda. De acordo com o MP, esse foi o segundo veículo importado ilegalmente pelo atacante do Corinthians.

 

Em uma das compras, levantamentos financeiros feitos pela Receita Federal mostram que Emerson teria depositado o dinheiro diretamente na conta do israelense Jehuda Kazzabi, conhecido como UDI, e apontado como um dos chefes da quadrilha. Porém, foi utilizada outra concessionária para recebimento da BMW: a Euro Imported Cars, do bicheiro Haylton Scafura, preso no primeiro semestre deste ano.

 

Caso os dois jogadores sejam condenados, a pena para os crimes é de reclusão de, no mínimo, quatro anos – pode chegar a 14.

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