Emerson Leão acredita: 'Cúcuta vai provar do próprio veneno'

É assim que o técnico do Santos encara a postura do adversário para o jogo da volta das oitavas da Libertadores

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

03 de maio de 2008 | 20h32

Os papéis vão se inverter no jogo de volta do Santos pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores, quinta-feira, em Cúcuta, na Colômbia. Com reduzidas chances de classificação após a derrota na Vila Belmiro por 2 a 0, ao Cúcuta resta apenas abandonar o esquema com duas linhas defensivas de quatro e atacar, abrindo espaços para os contragolpes dos brasileiros. Exatamente como Leão gosta que o adversário jogue. "Agora será a nossa vez e o Cúcuta vai provar do próprio veneno", comemorou o treinador santista, sem esconder o sentimento de vingança por ter sofrido para conseguir levar o time às oitavas-de-final e para sair na frente na briga para chegar às quartas. "Até no jogo anterior, quando já estava classificada e com o primeiro lugar assegurado, a equipe colombiana não saiu de trás. Com a vantagem que fizemos no jogo de ida, podemos nos fechar e sair em contra-ataques."Em outras circunstâncias, Leão lamentaria a ausência de Wesley, expulso por ter chutado a bola em cima de um adversário após a marcação de uma falta. Mas, na confortável condição de não precisar de gol, ele sinaliza com uma mudança radical. DEFESAA sua principal providência será formar com Betão, Fabão e Marcelo (ou Domingos) um trio de rebatedores para tomar conta da área. Ao contrário dos últimos jogos, quando atuou do meio para a frente, Kléber também terá funções defensivas. Os volantes Marcinho Guerreiro e Rodrigo Souto devem ganhar a companhia do marcador Adriano (entra no lugar de Wesley), enquanto Kléber Pereira e Molina voltarão para ocupar espaços no meio-de-campo. E se o modelo do Cúcuta for seguido à risca, Lima terá a missão de ficar isolado na frente, não permitindo o avanço dos zagueiros rivais.A vitória diante do Cúcuta aumentou a confiança de Leão no sucesso do time na Libertadores. "Estamos avançando dentro da nossa simplicidade. Tirando o Boca Juniors, com os seus três homens ofensivos, os brasileiros são os mais credenciados a chegar à decisão. E estamos entre eles."

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