Emerson Leão e Caio Júnior são absolvidos pelo tribunal

A "fama" salvou Caio Júnior e quase complicou Leão no julgamento realizado nesta segunda-feira, no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF). Julgados por casos semelhantes - desrespeito à arbitragem -, os técnicos de Palmeiras e Corinthians foram absolvidos por unanimidade, mas ouvindo comentários bem distintos dos auditores sobre seus históricos de comportamento.Ambos se encontraram no Tribunal, se cumprimentaram e falaram em tom amistoso sobre o clássico de domingo, no Morumbi.Caio Júnior, "réu confesso" no dia do empate por 1 a 1 contra o Bragantino, foi elogiado por um auditor graças à sua "educação acima da média do meio esportivo". Já Leão, expulso na derrota por 3 a 2 para o Paulista por ter dito "bola nossa", foi defendido no tribunal até por um jornalista com quem discutiu no passado, mas acabou levando puxão de orelhas por "sempre reclamar de forma acintosa da arbitragem."Ficou evidente a maneira como a fama dos dois treinadores está impregnada a seus trabalhos. "Isso é natural. Éramos atletas completamente diferentes também", comentou Leão, que pôde comemorar no Tribunal mais duas vitórias: foram adiados os julgamentos de Magrão e Roger, expulsos contra São Paulo e Paulista, respectivamente. Assim, ambos estão liberados para enfrentar o Palmeiras.Leão fez questão de desejar boa sorte a Caio. "Os mais velhos têm que dar suporte aos mais novos", justificou o corintiano. "Tenho 44 anos de futebol, isso é mais do que ele tem de idade", emendou Leão, sobre o colega palmeirense, de 41 anos.Veteraníssimo de tribunais, Leão teve como testemunha de defesa o repórter Luiz Carlos Quartarollo, da Rádio Jovem Pan, com quem havia se desentendido após um jogo pelo Brasileirão do ano passado. Quartarollo era a pessoa mais próxima de Leão quando o técnico foi expulso pelo árbitro Marcelo de Souza durante o jogo em Jundiaí, no último dia 17. "Eu só disse: ?A bola é nossa? e o árbitro me expulsou", relatou Leão. Quartarollo confirmou o depoimento. "Eu costumo falar bastante, mas, desta vez, nem tenho o que falar", emendou o radialista.Marco Antônio Zito de Alvarenga, um dos três auditores da Comissão de Julgamento, repreendeu o treinador por seu histórico de mau comportamento, mas o absolveu. "O relatório do árbitro está mal elaborado. Mesmo sabendo que esta não é a primeira vez, eu voto pela absolvição", disse Alvarenga, seguido pelos demais auditores.Trinta minutos antes, o mesmo Alvarenga encheu Caio Júnior de elogios. O palmeirense foi julgado por ter sido expulso pelo árbitro Rodrigo Guarizo do Amaral por invasão de campo durante o empate em 1 a 1 com o Bragantino, dia 10. Após aquele jogo, Caio disse aos jornalistas que "a expulsão foi justa", confessou ter invadido o campo e chegou a prever uma punição por isso. Mas, no julgamento, garantiu que não invadiu o gramado. Sem imagens de TV, os auditores confiaram no relato de Caio. "Um treinador de uma educação acima da média do meio esportivo", afagou Alvarenga

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