João Prata/ Estadão
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Emerson Sheik exalta Tite: 'Foi a pessoa mais incrível que conheci na vida'

Atacante concedeu última entrevista como jogador e rasgou elogios ao atual técnico da seleção

João Prata, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2018 | 19h54

Emerson Sheik teve uma carreira de muitas conquistas e também recheada de polêmicas extra-campo. Segundo ele, a pessoa que mais o ajudou a mudar o comportamento e se tornar um dos principais ídolos a história do Corinthians foi Tite.

"Foi um dos treinadores mais completos que trabalhei na carreira. O Tite foi a pessoa mais incrível que conheci na minha vida inteira. Minha história mudou a partir do momento que ele começou a me dar conselhos. Me tornei uma pessoa melhor. o Tite dentro do futebol foi a pessoa mais completa que conheci. Sou muito grato a ele por tudo que me ajudou", disse o agora ex-atacante.

A última partida de Sheik como profissional foi no último domingo, no empate sem gols contra a Chapecoense, na Arena Corinthians, partida que ele recebeu o terceiro cartão amarelo e ficou suspenso do confronto contra o Grêmio pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

Sheik veio de uma infância difícil e no início da carreira como atleta quase que não foi para a frente por causa dos problemas extra-campo. Ele diz se arrepender de tudo o que aconteceu: "esses acontecimentos não descrevem quem eu sou e nunca mais vai acontecer", afirmou. Em 1996, ele alterou o nome e a data de nascimento para jogar nas categorias de base do São Paulo. Depois, em 2006, adulterou o passaporte para atuar no Catar. 

Não foram as últimas polêmicas, mas elas foram diminuindo com o tempo e graças ao técnico Tite. O atual comandante da seleção brasileira colocou Sheik na linha e os dois foram fundamentais nas conquistas da Libertadores e do Mundial em 2012. No total, disputou 196 jogos, marcou 28 gols e conquistou sete títulos.

Os gols mais importantes, sem dúvidas, fora os dois da vitória sobre o Boca Juniors na decisão da Libertadores. Sheik sabe que será lembrado pelo resto da vida por esses feitos. "Acho que sim, serei o herói (dessa conquista). Mas vou continuar dividindo os méritos. Acredito que por causa dos gols na final talvez seja o cara que mais vai ser lembrado pelo título. Gostaria que fosse diferente porque teve muita gente envolvida", declarou.

A despedida dos torcedores vai acontecer no próximo dia 7, em um jogo beneficente na Arena Corinthians que o ingresso custará 1kg de alimento. "É um sonho de criança fazer um jogo desses. Posso dizer que vem uma galera foda, fiquei surpreso por confirmações de grandes atletas. Vem uma galera de 1994 que trouxe o caneco.A nossa luta é contra a fome. Esse ano vamos passar 1,5 milhão de itens arrecadados. E isso é muito bacana", disse.

Depois disso, ele estudará as propostas. A tendência é seguir no futebol. Questionado se preferiria trabalhar como dirigente ou treinador, respondeu: "Acho que tenho perfil para os dois. Óbvio que tenho que buscar conhecimento porque o que fiz a vida inteira foi jogar futebol. Acho que trabalharia sim no campo ou na parte de dentro. Tenho algumas possibilidades a partir de janeiro. Óbvio que o Corinthians vai ser prioridade. Mas tem pessoas importantes me consultando. Quero respeitosamente analisar toda as possibilidades e decidir", finalizou.

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