EFE/EPA/Matias Napoli / HANDOUT
EFE/EPA/Matias Napoli / HANDOUT

Emoção e lágrimas no primeiro dia de futebol argentino sem Diego Maradona

A estrela do esporte morreu na quarta-feira, 25, aos 60 anos, por um ataque cardíaco

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2020 | 04h58

BUENOS AIRES - Homenagens, dedicatórias, lágrimas e emoções foram o denominador comum no primeiro dia de jogos do campeonato argentino de futebol sem Diego Maradona, estrela do esporte que morreu na quarta-feira, 25, aos 60 anos, por um ataque cardíaco. O jogador havia feito sua última aparição pública há quatro semanas.

O dia e começou com o encontro entre o Racing e a União de Santa Fe. Antes do jogo, os jogadores das duas equipes se aqueciam ao tocar a música "Life is life", que se popularizou com um vídeo em que Maradona fazia maravilhas com a bola antes de uma partida pela Copa UEFA, há pouco mais de 30 anos.

Os jogadores realizaram um minuto de aplauso e não de silêncio, com o lançamento de um grande balão pintado como uma bola de futebol, enquanto os acordes de uma canção do músico cuartetero (melodia cordovesa) Rodrigo, a canção mais popular entre as dedicadas ao ex-capitão da Albiceleste.

Em Avellaneda, a vitória foi do Racing, que com formação juvenil - o DT Sebastián Beccacece reservou a titular para a próxima partida contra o Flamengo pela Copa Libertadores -, venceu por 1 a 0 com gol de Carlos Alcaraz (40'), e assim encerrou uma série negativa de cinco jogos sem comemoração.

"Eu vi  Diego [jogar] muito pouco, tive a sorte e o prazer de conhecê-lo quando jogamos contra o Gimnasia [ano passado]. Ele foi ótimo, nem é preciso dizer muito mais, todas as palavras são pequenas", disse o volante Walter Montoya, que não conseguiu conter as lágrimas durante a homenagem.

O Racing, que Maradona treinou como técnico sem sucesso em 1995, não tem mais chances de se classificar para a próxima fase da Copa da Liga, que passou a se chamar Diego Maradona desde este fim de semana.

Em um dia cinzento e desagradável, outro momento único foi vivido no bairro de Liniers, em Buenos Aires, onde Vélez recebeu o Gimnasia y Esgrima, clube treinado por Maradona até sua morte e que o havia levado ao seu retorno ao futebol argentino em setembro do ano passado. na função de diretor técnico.

Vários dos jogadores que foram dirigidos no Gimnasia por Maradona estavam muito emocionados e à beira das lágrimas antes do jogo, enquanto um reconhecimento semelhante ao feito no Racing foi realizado no gramado do estádio José Amalfitani.

Em uma partida disputada com mais coração do que mente, o Gimnasia derrotou o Vélez por 1 a 0 com gol de Maximiliano Coronel (22').

"Jogar foi uma loucura, porque viemos de um golpe emocional muito forte", disse o paraguaio Víctor Ayala, meio-campista do Gimnasia, após o jogo. “Mas pegamos o que Diego sempre nos ensinou, que há um ponto positivo, algo mais. Para nós [Maradona] ele era como um pai, ele nos ligava sempre que precisávamos de algo. Ele, de cima, deve estar orgulhoso do time”.

À noite, o River fechou a passagem para a rodada decisiva ao vencer o Rosario Central por 2 a 0 como visitante, com gols do paraguaio Robert Rojas (9') e Damián Martínez (55', contra), em um dos jogos pelo Zona 3, pela qual o Banfield também se classificou, depois de empatar em 0 a 0 como visitante com Godoy Cruz.

Em Santa Fé, o Independiente garantiu a classificação para a "Ronda do Campeonato" do torneio ao vencer o Colón por 2-1 como visitante, com gols de Jonathan Menéndez (74') e Alan Velasco (88'), enquanto Brian Fernández (90' +3') descontou para os 'sabaleros', que já tinham a outra passagem salva para a próxima etapa através da Zona 2.

Assim, ao final da primeira fase do torneio, cinco das doze seleções integrantes, que são Atlético Tucumán, Colón, Independiente, River e Banfield, já se classificaram para a rodada decisiva./AFP

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