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Empate com Goiás na Vila Belmiro deixa o clima ruim no Santos

Fábio Costa e Paulo Henrique discutem; Madson sai chorando de campo e Kleber Pereira é vaiado pela torcida

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

17 de maio de 2009 | 19h47

Depois do empate, confusões: Fábio Costa brigou feio com o garoto Paulo Henrique Lima, o Ganso; Madson saiu chorando de campo depois de bater boca com torcedores que o acusaram de ser corintiano, e Kleber Pereira foi vaiado pela maioria dos quase 10 mil torcedores ao ser substituído, a 13 minutos do fim do jogo na Vila Belmiro.

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O Goiás voltou a ser o algoz santista. No Campeonato Brasileiro do ano passado, goleou na Vila Belmiro (4 a 0) e em Goiânia (4 a 1), mas o estrago foi maior e sob os olhares do Rei Pelé, que está há dois jogos sem ver o time ganhar em casa.

O desastre poderia ser maior se Fábio Costa não tivesse evitado gols em pelos menos três lances de ataque importantes do Goiás. Outra exceção foi Rodrigo Souto, que voltou ao time após a ausência de um mês e marcou dois gols.

Depois de dar entrevistas em campo, Paulo Henrique Lima foi aconselhado por Roberto Brum e Rodrigo Souto a esperar um pouco para ir para os vestiários. Os dois temiam que o garoto pudesse ser agredido pelo goleiro, transtornado por uma falha do armador no lance que antecedeu o terceiro gol do Goiás.

Após o primeiro tropeço santista na Vila Belmiro no Campeonato Brasileiro, a primeira preocupação de Vagner Mancini foi passar a imagem de que a situação está sob controle. "Sob o meu comando não tem briga no vestiário. O que sei é que houve uma discussão de jogo em campo e mais nada. No vestiário os dois jogadores se sentaram e se desculparam após o jogo", relatou o treinador santista.

Apesar de ter considerado péssimo o resultado, ele ressaltou que o terceiro gol de empate do Goiás foi irregular. "Foi impedido. Eu vi na televisão", protestou. "O mal resultado de hoje [domingo] tornou o excelente empate de Porto Alegre [1 a 1 contra o Grêmio] pouco importante." Mancini não encontrou explicação para o Santos ter alternado bons e maus momentos dentro do jogo e se atrapalhado quando vencia por 3 a 1.

"O que mais me chamou a atenção foi que aconteceu nos 10 minutos finais do primeiro e do segundo tempo. Foi falta de concentração ou então os jogadores acharam que a partida estava ganha e não estava. Entregamos dois pontos para um adversário que tinha que ser liquidado antes", analisou.

O técnico santista não se mostrou preocupado com as consequências que poderão ter as vaias que Kleber Pereira recebeu da torcida. "A única receita para superar esse tipo de problema é fazer gol. De repente num único jogo ele marca dois ou três, dá a vitória ao time e reverte a situação. Essa é uma das coisas que não se explicam nem com 100 anos de futebol."

Até Pelé criticou o artilheiro. "Ele precisa se benzer. No ano passado, as bolas dele estavam entrando e foi o artilheiro do Brasileiro. Não deu para ver se o gol dele estava impedido ou não", afirmou o Rei.

Sobre os dois próximos jogos, contra Fluminense no Rio, e Corinthians, na Vila Belmiro, Mancini afirma que serão como qualquer outro dentro do Brasileiro. "Pedreiras teremos em todas as rodadas. São todos finais, inclusive contra o Santo André, que ganhou por 4 a 2 do Coritiba, no Paraná."

O empate por 3 a 3 tirou a oportunidade de Rodrigo Souto sair de campo como herói pelos dois gols de cabeça que marcou. Depois do jogo, em vez de falar de sua atuação, o volante teve que reconhecer que o Santos não teve mérito para ganhar.

"Vencendo por 3 a 1, não podíamos permitir a reação do adversário. Foi a primeira vez que marquei dois gols, mas preferia não ter feito nenhum e que o time ganhasse a partida." Souto acha que os torcedores foram injustos ao chamarem Madson de "corintiano". "Ele é um jogador que luta pelo time durante os 90 minutos e não merece isso. Mas também não deve discutir com torcedor", finalizou.

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