Empate divide os jogadores do Santos

Depois do jogo, o Santos se dividiu. Parte dos jogadores demonstrava alívio pelo empate que o time conseguiu no segundo tempo, depois de estar perdendo por 2 a 0 no final do primeiro tempo, enquanto outros lamentavam que o gol de Mineiro, aos 41 minutos do segundo tempo, empatando definitivamente a partida, tenha tirado da equipe a quase certeza de classificação para as finais do Campeonato Paulista. "Mudam os jogadores, sai técnico e entra técnico, e o São Caetano continua sendo aquela equipe chata de se enfrentar", queixou-se Renato, quando saía de campo.Como a maioria dos companheiros, o meia acha que se o jogo merecia ter um vencedor, ele seria o Santos. "Pelo futebol que o time apresentou, não merecíamos perder de 2 a 0 no primeiro tempo e também foi uma injustiça sofrermos o empate no final depois de termos virado o placar para 3 a 2 e criado tantas chances para ampliar a contagem."Léo concorda com Renato. "Nós não podemos estar satisfeitos com o resultado, mas o torcedor ficou feliz com o que viu na tarde de hoje, aqui na Vila. Pelo que o time produziu nesse primeiro jogo, ficou claro que temos condições de vencermos na partida de volta, na casa deles."Se havia alguma dúvida quanto à legitimidade do primeiro gol do São Caetano - a cobrança foi em dois toques -, André Luís se encarregou de desfazê-la. "Realmente a bola bateu de leve no meu pé e foi para o gol", disse o zagueiro, esclarecendo que não acha que tenha falhado no lance. "Foi um acidente e não tive culpa." Ele disse que a história do segundo jogo será diferente. "A atuação da nossa defesa foi quase perfeita pelo alto, tanto que o time do São Caetano não ganhou uma bola por cima. Aqui, fomos infelizes, mas o jogo não acabou e ainda teremos mais 90 minutos virar o marcador e conseguirmos a classificação."Aplausos - Quando o jogo acabou e a torcida do Santos ainda aplaudia de pé os jogadores do Santos, o goleiro Doni baixou a cabeça e retirou-se apressadamente para os vestiários, fazendo sinal com a mão que não daria entrevistas, mas mesmo assim não teve que ouvir ofensas e xingamentos de parte da Torcida Jovem, que se coloca atrás do gol de entrada da Vila Belmiro. Também preferiu ir embora sem passar pela sala de entrevistas, apesar dos pedidos dos jornalistas. Outro que evitou a imprensa e foi embora do estádio antes que o jogo terminasse foi o meia Diego, substituído por Lopes, no segundo tempo.Quando ele viu o quarto árbitro levantar a placa com o número 10, balançou a cabeça, em sinal de desaprovação e foi saindo de campo sem olhar na direção do técnico Leão. Ao se aproximar de Lopes, esticou o braço esquerdo o cumprimentou o companheiro com um leve toque , sem olhá-lo.

Agencia Estado,

28 de março de 2004 | 20h33

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