José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Empate no clássico diminui cobrança, mas Enderson ainda balança

Treinador santista é criticado internamente por não ter relacionado o jovem Gabriel para a partida contra o São Paulo, na última quarta

SANCHES FILHO, O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2015 | 21h04

O bom futebol do time no segundo tempo do empate contra o São Paulo, na última quarta-feira, na Vila Belmiro, melhorou pouco a situação de Enderson Moreira, que balança no cargo mas sobrevive graças aos bons números do Santos no início do Campeonato Paulista e à multa rescisória, que seria de R$ 360 mil. Influentes conselheiros cobram do presidente Modesto Roma Júnior a demissão em razão de o treinador fechar as portas para os garotos para privilegiar veteranos, além de não ter carisma e nem currículo à altura da grandeza do clube.

"Cobranças é lógico que têm e eu cobro também. E não teria graça se não houvesse", desconversou Roma Júnior, nesta quinta-feira, ainda sob o efeito positivo causado pelo empate da véspera contra o favorito São Paulo, na certeza de que a pressão vai diminuir ainda mais se o time voltar a vencer no jogo deste sábado diante do São Bernardo, no estádio 1.º de Maio, em São Bernardo do Campo.

Enderson Moreira assumiu o Santos na virada do turno do Campeonato Brasileiro do ano passado e teve como primeiro desafio conquistar os jogadores que criticavam abertamente a direção por ter demitido Oswaldo de Oliveira. O time vinha de uma sequência de resultados negativos contra Fluminense, Internacional, Cruzeiro e Corinthians e somava 23 pontos em 18 rodadas, mas em seguida subiria na classificação com uma série de jogos considerados fáceis. A troca era a última tentativa santista de conseguir pelo menos uma vaga para a Libertadores, mas o time terminou o Brasileirão em 9.º lugar, com 53 pontos.

Para os críticos do trabalho de Enderson Moreira é injustificável que o novo xodó da torcida, o garoto Gabriel, artilheiro do time na temporada passada, com 21 gols em 56 jogos, não tenha ficado nem no banco de reservas contra o São Paulo, sob a alegação de que se submete a trabalho físico especial para fortalecer a musculatura, depois de ter sido pouco utilizado na seleção brasileira Sub-20.

"Nós trabalhamos de maneira profissional. Gabriel não fez um treinamento antes do jogo (contra o São Paulo). Ele não vai chegar aqui e entrar. Todos têm que passar pelo processo de treinamento. Ele não sabe o que foi feito, precisa jogar primeiro. Ele teve uma perda significativa de força e precisa ser melhor trabalhado, ser melhor avaliado fisicamente e fazer treinos específicos", explicou o treinador.

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