Jon Hrusa/EFE
Jon Hrusa/EFE

Empresa da tecnologia na linha do gol na Copa é definida

Tecnologia de empresa alemã também será usada no Mundial de Clubes no Marrocos

AE, Agência Estado

10 de outubro de 2013 | 14h29

ZURIQUE - A Fifa comunicou nesta quinta-feira que definiu a empresa que fornecerá e implementará nos estádios o sistema tecnológico para detectar se a bola ultrapassou a linha do gol na Copa do Mundo de 2014. Será a empresa alemã GoalControl GmbH, que também será usada no Mundial de Clubes deste ano, no Marrocos, em dezembro. O sistema tecnológico da GoalControl já havia sido utilizado na Copa das Confederações, e a Fifa considerou o seu funcionamento um êxito, mesmo que nenhum lance duvidoso tenha sido registrado durante a disputa do torneio, em junho, realizado no Brasil. A GoalControl venceu em abril o processo de seleção para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, mas a presença no Mundial de 2014 dependia do desempenho no evento-teste. "Embora não tenha ocorrido nenhum incidente que necessitasse da tecnologia para determinar se a bola ultrapassou ou não a linha, o sistema atendeu todos os requisitos exigidos pela Fifa e sinalizou os 68 gols do torneio corretamente.

O mais importante, porém, é que houve um alto nível de satisfação entre os árbitros", explicou a Fifa. O uso do GoalControl-4D no Brasil e no Marrocos agora só depende de um teste de instalação final em cada um dos estádios onde o sistema será adotado, que será realizado por uma instituição independente - antes do início dos jogos, os árbitros também realizarão testes, de acordo com os procedimentos operacionais aprovados pela International Board. Assim, o próximo passo da Fifa é, junto com a GoalControl, definir o cronograma de instalação para cada um dos torneios. A adoção da tecnologia visa acabar com a possibilidade de dúvidas em lances no qual o olho humano dos árbitros não é capaz de acompanhar a bola. Na Copa do Mundo de 2010, a bola ultrapassou a linha do gol em uma finalização de Frank Lampard, em duelo entre Inglaterra e Alemanha, mas a arbitragem não viu que ela entrou, causando polêmica.

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