Gilberto Almeida/Estadão
Gilberto Almeida/Estadão

Empresa de Sandro Rosell também está ligada ao futebol de areia

Empresa de marketing do presidente do Barcelona está sob investigação no Brasil

JAMIL CHADE, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2013 | 07h30

GENEBRA - A Alianto, empresa de marketing do presidente do Barcelona, Sandro Rosell, e que está sendo investigada no Brasil, teria sua participação no futebol nacional em uma dimensão que vai bem além de jogos pontuais. Documentos oficiais revelam que a Alianto mantinha também contratos com a Confederação Brasileira de Beach Soccer (futebol de praia).

A Alianto é suspeita de ter sido contratada, sem licitação, pelo governo do Distrito Federal na gestão do governador José Roberto Arruda (DEM), para organizar o amistoso entre Brasil e Portugal em 2008. A Ailanto, que jamais havia organizado uma partida, recebeu R$ 9 milhões do governo de Arruda para fazer o jogo.

O Ministério Público abriu investigações e o Tribunal de Contas passou a olhar o caso, diante da suspeita de superfaturamento. Ainda assim, Rosell, amigo íntimo do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garantiu há duas semanas que não existe nenhum caso contra ele na Justiça brasileira.

Agora, um documento revela que a Alianto não se limitou a realizar o amistoso entre Brasil e Portugal.

Uma decisão de 12 de setembro deste ano pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, 12.a Vara Cível, aponta que a Confederação Brasileira teria sido condenada a pagar à Alianto por serviços prestados. O documento não explicita o valor da dívida, nem o motivo da disputa, nem o período. Mas revela que a Alianto, de alguma forma, manteve contratos com entidades do futebol brasileiro que vão além do amistoso.

O Estado revelou há um mês que Rosell e Teixeira mantinham uma estreita colaboração em diversos assuntos, entre eles o desvio de dinheiro de amistosos da seleção brasileira. Uma empresa de Rosell também ajudou o brasileiro a fazer seu pedido de residência em Andorra, um paraíso fiscal. no continente europeu.

Agora, o documento aponta que Rosell também esteve envolvido com o futebol praia nacional. Já a participação de Teixeira no futebol de praia se confunde com o próprio esporte. O brasileiro foi o primeiro responsável pelo dossiê dentro da Fifa, durante os anos que esteve no Comitê Executivo da entidade. Quando abandonou a CBF e a própria Fifa por causa dos escândalos de corrupção, Teixeira deixou toda sua agenda acertada com aliados, inclusive o futebol de praia.

Na Fifa, quem ficou com a responsabilidade pela modalidade foi Marco Polo Del Nero, o novo representante do Brasil no Comitê Executivo da entidade, vice-presidente da CBF e candidato a assumir o comando do futebol brasileiro em 2014.

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