Empresa promete lutar para ficar com o estádio do Guarani

A anulação do leilão do Estádio Brinco de Ouro foi apenas mais um "round" de uma batalha que pode se estender por anos. É isso o que garante o advogado Dárcio Vieira Marques, do Grupo Zaffari, do qual faz parte a empresa Maxion Empreendimentos, que havia arrematado o terreno dia 30 de março. Além disso, a promotoria do Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com novo recurso.

Estadão Conteúdo

08 de julho de 2015 | 20h33

Marques mostrou-se bastante surpreso com a decisão da juíza Ana Claudia Torres Vianna, titular da 6.ª Vara do Trabalho. Nesta terça-feira, ela anulou o leilão do dia 30 e abriu caminho para o Guarani negociar o Brinco com a Magnum. "Isso nos obriga a ir pra frente. Vamos aos tribunais. Vamos ao TRT 15 de Campinas (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região), e vamos ao TST (Tribunal Superior do Trabalho", prometeu.

Menos de uma semana depois de ter o recurso impugnado pelo TRT-15, a promotoria do MPT decidiu entrar mais uma vez com uma ação contra a juíza Ana Cláudia Torres. O órgão entrou com pedido exceção de suspeição, alegando que há alguns elementos subjetivos que podem colocar em xeque a imparcialidade da juíza no caso.

A anulação do leilão abriu caminho para o negócio entre Guarani e Magnum. No acordo, a empresa pagaria à vista as dívidas trabalhistas, que giram em torno de R$ 105 milhões e pagariam um aporte financeiro de R$ 350 mil mensais por 130 meses. Além disso, ajudaria o clube na construção de um estádio para 12 mil lugares, um CT e um clube social.

O time de Campinas espera que, com estes aportes financeiros, possa anunciar mais alguns reforços para a sequência da Série C, onde o sexto lugar do Grupo B, com sete pontos. O Guarani se prepara para o clássico de domingo contra a Portuguesa, no domingo à noite, no Canindé.

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