Marcelo Sayao/Estadão
Marcelo Sayao/Estadão

Empresa rebate Fifa pela condição dos gramados

Greenleaf diz que os campos foram aprovados anteriormente pela entidade

JAMIL CHADE - Enviado Especial, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2013 | 07h30

RIO- A empresa responsável pelos gramados da Copa das Confederações, a Greenleaf, alerta que foi a implementação da tecnologia nos gols pela Fifa que danificou parte dos campos. Em declarações ao Estado, a companhia explicou que, às vésperas do início do torneio, os testes realizados pela própria Fifa danificaram os gramados por onde passariam os craques.

Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, havia criticado na semana passada o gramado de Brasília, indicando que o estádio não teria como receber mais de um jogo. Mas não citou o problema dos testes.

“A Fifa, quando faltava uma semana para o início do torneio, decidiu doar balizas para todas as arenas para que pudessem ser utilizadas com a tecnologia para detectar se a bola cruzou a linha do gol”, disse Flávio Piquet, sócio da Greenleaf.

O sistema prevê a utilização de câmeras que registram se a bola cruzou a linha de gol. Mas, para isso, balizas especiais precisam ser adotadas. “Uma semana antes do começo da Copa, os estádios foram obrigados a retirar doze balizas que já estavam chumbadas no solo e colocar as novas”, explicou o executivo. Três dias antes do início do torneio, a calibragem da tecnologia causou ainda mais danos.

Segundo Piquet, a Fifa realizou na madrugada de quarta-feira para quinta-feira anterior à Copa testes equivalentes à disputa de dois ou três jogos. “Foram mais de 300 bolas chutadas ao gol, do mesmo lugar”, explicou. “Isso desgastou muito e tivemos que colocar grama cortada para dar aspecto melhor.”

A empresa estima que hoje os gramados estejam 80% prontos para o evento e que, na Copa de 2014, a máxima qualidade será atingida. “Não medimos esforços”, garantiu Piquet. “Vamos estar 100% para a Copa.”

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