Gloria Ferres / EFE
Gloria Ferres / EFE

Empresária foragida no caso Ronaldinho pede habeas corpus preventivo

Dalia Lopez alega que está "em perigo iminente" de perder sua liberdade no Paraguai

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2020 | 12h29

Dalia López, foragida pela Justiça do Paraguai desde o dia 7 de março, apresentou na última quinta-feira, dia 14, através de seu advogado, um pedido de habeas corpus preventivo ao juiz Rolando Duarte. A empresária foi responsável pela chegada de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto deAssis, à cidade de Assunção. Os dois ex-jogadores continuam presos no Paraguai há mais de um mês. Atualmente, estão em regime de prisão domiciliar em um hotel depois de terem ficado num presídio da cidade

"Entrei com a ação porque estou em perigo iminente de ser privada da minha liberdade física", justifica sua defesa, no documento. Dalia havia contratado o ex-jogador brasileiro para a realização de uma ação promocional. A imagem de Ronaldinho seria utilizada no lançamento de um livro também. No entanto, tanto ele quanto seu irmão foram presos por portar passaportes e outros documentos de identificação adulterados, falsos.

Diversos fatores levantam maiores suspeitas em relação à conduta de Ronaldinho e seu irmão, já que não havia necessidade de adentrar no país com passaporte, devido à integração Mercosul, na qual Brasil e Paraguai fazem parte. A polícia paraguaia suspeita que o ex-jogador brasileiro e seu irmão fazem parte de um esquema de lavagem de dinheiro. O caso está sendo investigado.

Até que a conclusão do caso não for apresentada, Ronaldinho e Assis não poderão deixar o Paraguai. Agora, pelo menos, eles poderão desfrutar de condições melhores em um hotel de Assunção. Enquanto permaneceu preso, Ronadinho fez amizade com outros detentos, jogou futebol, vôlei e futevôlei e até mandou recados em celulares para familiares desses novos amigos. Recentemente, ele começou a comer a mesma comida dos demais detentos.

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