Empresário argentino envolvido em escândalo da Fifa aceitaria extradição aos EUA

O empresário argentino Alejandro Burzaco não se opõe a ser extraditado para os Estados Unidos da Itália, onde está sob prisão domiciliar, como parte dos acusados de uma esquema de corrupção envolvendo membros da Fifa. Foi o que garantiu nesta quarta-feira o seu advogado.

Estadão Conteúdo

10 de junho de 2015 | 11h52

Mariano Mendilaharzu afirmou à Rádio Mitre, de Buenos Aires, que a eventual extradição do ex-presidente da empresa Torneos y Competencias, que está detido na cidade de Bolzano, demoraria "aproximadamente dois meses", mas "pode demorar um pouco mais".

"Finalmente definimos uma estratégia que começou com a apresentação em Bolzano, e continuou com a renúncia a ser extraditado para a Argentina. Assim, nos próximos dois meses será extraditado aos Estados Unidos e até lá é o que posso dizer porque não vou revelar a estratégia judicial", explicou.

Mendilaharzu indicou que depois que os Estados Unidos "apresentarem formalmente seu pedido de extradição", o que pode gerar uma demora é "a burocracia judicial na Itália para extraditá-lo".

O empresário argentino, acusado de envolvimento em um esquema de suborno de US$ 110 milhões, se entregou na última terça-feira às autoridades na Itália e está sob prisão domiciliar em um apartamento alugado. "Será o Tribunal de Apelação de Bolzano que irá se pronunciar sobre a sua extradição para os Estados Unidos", disse Francisco Bianco, o porta-voz da polícia da cidade.

Burzaco, de 50 anos, tem nacionalidade argentina e italiana. As acusações que ele enfrenta são de suborno, crime organizado e lavagem de dinheiro, disse o advogado.

Ele ainda indicou que a estratégia de defesa é de que o empresário possa estar em liberdade sob fiança enquanto o julgamento de extradição se desenrola.

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