Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Empresário de Borja rebate Mano: 'Tem 22 anos de carreira e nenhum título internacional'

Após treinador do Palmeiras criticar status de estrela do colombiano, agente do atacante demonstra insatisfação

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2019 | 09h52

O empresário Juan Pablo Pachón, responsável por gerenciar a carreira do atacante Miguel Borja, do Palmeiras, rebateu na noite desta terça-feira as declarações do treinador do time, Mano Menezes, feitas sobre o colombiano dias atrás. Em entrevista semana passada ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, o técnico havia dito que o jogador talvez não merecesse a reputação de estrela que adquiriu na carreira ao se destacar em 2016.

Pachón divulgou um comunicado encaminhado à imprensa colombiana em que defendeu Borja e relembrou momentos positivos da carreira do atacante e reclamou da falta de oportunidades nesta temporada. Ao fim do texto, ele recomenda que Mano valorize mais o jogador. "Espero que este comunicado ajude ao professor Mano Menezes a conhecer mais a fundo o seu jogador e a ser mais preciso quando fizer declarações públicas", escreveu o agente.

Pachón ironizou no comunicado a carreira de Mano e disse que o treinador tem poucos títulos relevantes no currículo. "Eu lhe desejo muito êxito, pois entendo que o professor, apesar de seus 22 anos de carreira como técnico profissional, ainda não tem nenhum título internacional, tampouco um Campeonato Brasileiro. Tomara que nesta passagem pelo Palmeiras tenha algum êxito", escreveu.

A declaração de Mano que irritou o empresário do atacante foi sobre o excesso de expectativas para o rendimento do jogador. Contratado no começo de 2017 após ter sido campeão da Copa Libertadores no ano anterior, o colombiano só foi titular uma vez sob o comando do atual treinador do Palmeiras. "O Borja, ao contrário do que todo mundo pensa ou do que pode parecer, não tinha uma trajetória tão grande antes de chegar no Palmeiras em um clube de ponta da América Latina", disse Mano à ESPN Brasil.

"Você passa a enxergar este jogador como uma estrela da América Latina e talvez não seja tão estrela, em primeiro lugar. Ou talvez ainda não seja tão estrela, como quando todo mundo quando quer contratar vira", completou o treinador. Em três temporadas pelo Palmeiras, o atacante tem 109 partidas e 35 gols. Neste ano ele atuou somente 22 vezes e anotou cinco vezes.

Antes de vir ao Palmeiras, Borja teve passagens por Cúcuta, Cortuluá e La Equidad e Santa Fé, da Colômbia, além de Olimpo, da Argentina, e Livorno, da Itália. O melhor ano da carreira do atacante foi em 2016, pelo Atlético Nacional, de Medellín, quando foi campeão da Copa Libertadores. A diretoria do time paulista pagou pela transferência R$ 33 milhões em fevereiro de 2017 e mais R$ 11 milhões em agosto deste ano.

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