Empresário de Cicinho se reúne com o Bétis

O presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa está irritado com a notícia que Juliano Leonael e Fernando Bedini, empresários de Cicinho, têm um encontro nesta quinta-feira com representantes do Bétis para tratar da saída do jogador para o clube de Sevilha. "O Cicinho é jogador do São Paulo e quem quiser ficar com ele tem de negociar com o São Paulo e não com empresários do jogador", afirmou hoje, em Buenos Aires, às 15h30, pouco, mais de cinco horas antes do início da partida decisiva contra o River Plate. Não é bem assim. O São Paulo tem 60% do valor do passe de Cicinho. Os outros 40% pertencem ao jogador. Quando chegou ao clube, em janeiro de 2004, após conseguir sua desvinculação do Atlético Mineiro, jogador e clube tinham 50% dos direitos federativos. No mês passado, o São Paulo aumentou sua participação na sociedade com Cicinho. Para isso, aumentou seus salários e lhe deu mais uma parcela de dinheiro à vista. A multa agora é de US$ 12 milhões, com o São Paulo tendo direito a US$ 7,2 milhões. O jogador ficaria com US$ 4,8 milhões. "Nós fizemos um esforço muito grande para aumentar o valor dessa multa e queremos muito que o Cicinho fique conosco. Não temos um preço mínimo para negociar. E nem queremos fazer negócios", diz Juvenal Juvêncio, diretor do futebol, que comandou as negociações que fizeram com que Cicinho fizesse um novo contrato até 2008. Mas, Juvenal sabe que, quando o jogador quer sair, não há quem segure.Esse é o argumento que ele usa, por exemplo, para acreditar na vinda de Ricahrlyson para o São Paulo. Diz que a multa contratual de R$ 2,6 milhões é irreal e que o jogador acabará vindo para o clube. O mesmo argumento que pode ser utilizado pelos dirigentes do Bétis. Já foi assim com Kaká e Luís Fabiano, quando o mesmo discurso duro não foi suficiente para enfrentar a força dos dólares que chegaram via Itália e Portugal, respectivamente.

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