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Empresário nega acerto com Boca e diz que Tevez pode se aposentar

Adrián Ruocco afirma que atacante tem como maiores possibilidades seguir na China ou deixar o futebol

Estadão Conteúdo

18 de dezembro de 2017 | 19h38

Apenas dois dias depois de a diretoria do Boca Juniors dizer que estava próxima de um acordo para repatriar Carlitos Tevez, nesta segunda-feira o empresário do jogador desmentiu a informação. E mais, surpreendeu ao admitir a possibilidade de o argentino do Shanghai Shenhua deixar o futebol profissional.

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"Não há nada concreto. Uma possibilidade é de que ele siga no clube chinês. Não descarto. Na realidade, outra possibilidade é o Carlos não seguir jogando. A vida útil dos jogadores aumentou, até os 37 anos. Carlos tem 33, seria uma pena que se aposentasse", declarou Adrián Ruocco em entrevista reproduzida pelo diário Olé.

De acordo com o agente, Tevez precisa de desafios para seguir motivado. "É preciso estimulá-lo e colocar novos objetivos, para que continue com uma carreira vitoriosa, com títulos em todos os lugares que jogou. Não sei quantos jogadores ganharam Libertadores e Liga dos Campeões e têm duas Copas do Mundo no currículo."

Vice-presidente do Boca, Horacio Paolini disse nos últimos dias que estava otimista sobre o acerto de Tevez com o clube e que "daqui até sexta-feira" deveria finalizar o acordo com o jogador. O presidente Daniel Angelici, porém, chamou de "irresponsabilidade" a declaração do dirigente e desmentiu a informação.

"Nunca chegamos a acordo com nenhum clube. Estamos à disposição do clube chinês, defendendo nossos direitos. Estamos prontos para cumprir o que o clube chinês mandar. Carlos quer cumprir seu contrato, porque está assinado. Não podemos pensar em Boca, apenas no Shanghai", afirmou Ruocco.

O empresário só concordou com Paolini ao elogiar a forma física de Tevez, que chegou a ser alvo de críticas na China por estar acima do peso. "Ele está fazendo trabalho especial para não perder 45 dias de trabalho. Na China, perdeu cinco quilos, faz um trabalho de manutenção para não perder estes dias de sacrifício máximo, em que fez turno duplo com três horas à tarde", avaliou.

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