Empresário nega ida de Josué para o espanhol Murcia

Omar Vasconcellos diz que oferta pelo volante do São Paulo é muito baixa e que time europeu é inexpressivo

Guilherme Carvalho, do Jornal da Tarde,

30 de julho de 2007 | 19h00

Ao contrário do que divulgou a imprensa espanhola, o Murcia, clube recém promovido à primeira divisão do país, não será o destino de Josué. De acordo com o empresário do jogador, Omar Vasconcellos, o clube espanhol o procurou, mas a proposta não o satisfez. O volante tem contrato com o São Paulo até 12 de janeiro de 2008, mas ele já pode assinar um pré-contrato com outra equipe - a multa rescisória com o time do Morumbi está estipulada em US$ 7 milhões (cerca de R$ 13,2 milhões)."Nos procuraram na semana passada oferecendo um contrato de quatro anos e salário de 750 mil [cerca de R$ 1,9 milhão] por temporada. Hoje [segunda-feira] me ligaram de novo com a mesma proposta e disse que não havia acordo", revelou Vasconcellos.Segundo o empresário, o clube cobrou que Josué desse uma resposta definitiva até a noite desta segunda. "Então disse que eles podiam esquecer, porque ele não vai para o Murcia. Não queremos que ele vá para um time de pequena expressão", afirmou.Ainda de acordo com Vasconcellos, essa foi a única proposta que chegou até agora. "Parece que o Napoli [da Itália] procurou o São Paulo, mas comigo ninguém falou. O que há são muitas sondagens, pessoas me ligando para saber da situação do Josué. Por isso acho que essa semana as propostas vão começar a parecer", contou.A oferta também não agradou o São Paulo. O vice-presidente de Futebol, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, achou "muito baixa" a proposta de 1,5 milhão (R$ 3,9 milhões). "Não estou sabendo de nada, mas por esse valor não dá", disse o dirigente.Mas para seguir no São Paulo, Josué quer ser valorizado. "Me fizeram uma proposta, mas ficou abaixo do esperado. Não descarto sair do País", comentou o atleta, campeão da Copa América pela seleção brasileira. A diretoria são-paulino, no entanto, não pretender aceitar os valores pedidos pelo atleta. "Estamos dentro do nosso limite", disse o superintendente de Futebol, Marco Aurélio Cunha.AtrasoPor enquanto que espera a definição do seu futuro, Josué e os demais companheiros do São Paulo sofreram com atraso no vôo de volta para a capital paulista - o time do Morumbi enfrentou o América-RN, no domingo, em Natal. Os atletas tiveram que esperar sentados no chão do Aeroporto Internacional Augusto Severo. "Além do atraso, estamos sofrendo com a falta de conforto. É horrível", comentou Marco Aurélio Cunha, superintendente do São Paulo.Atualizada às 22h10

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