Empresário promete processar Careca

O procurador do atacante Jeda, do Vicenza da Itália, Eliseu de Oliveira, o Tiroga, promete processar os ex-jogadores Careca e Edmar, respectivamente, presidente e vice do Campinas Futebol Clube. Segundo o empresário, os dois seriam os grandes responsáveis pela suspensão de um ano imposta ao jogador pela Liga Italiana, decisão confirmada nesta quarta-feira. "Eles agiram de má fé comprando passaporte falso para o jogador", garante Tiroga, que teria provas e testemunhas de tudo. Ele diz que pessoalmente entregou os documentos de Jeda para o ex-craque Careca regularizar sua possível negociação com o futebol italiano. Mas ele esperava que tudo fosse feito pelas vias legais, uma vez que Jeda tem ascendência portuguesa e poderia conseguir o seu passaporte da comunidade européia. O problema é que Careca teria comprado um passaporte falso para efetivar o negócio. "Ou eles apresentavam o passaporte ou o negócio não sairia. Daí o Careca fez toda aquela confusão com o Jimmy Martins, que acertou os passaportes falsificados", disse Tiroga, assegurando que Careca teria adotado o mesmo procedimento com outros jogadores. "Ele comprou um monte de passaportes", completou. Jeda foi vendido ao Vicenza por US$ 1 milhão, cabendo US$ 600 mil ao União São João, dono do passe, e US$ 400 mil para o próprio Careca. Suspenso por um ano ele terá sérios prejuízos, segundo seu procurador. O atacante está de férias em Santarém-PA, pescando num sítio de sua propriedade. Em Campinas, Careca fez uma verdadeira maratona para escapar do assédio da imprensa. Quando convidado a comparecer a depor na CPI da Nike, em Brasília, ele disse que tinha sido enganado por Jimmy Martins, a quem teria pago US$ 25 mil por cada passaporte. Além de Jeda, há outro jogador que também acabou suspenso por causa desta confusão armada por Careca: o zagueiro Dedé, ex-Primavera de Indaiatuba.

Agencia Estado,

27 de junho de 2001 | 19h20

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