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Empresário vê Gabriel 'triste', mas diz que prioridade é seguir na Inter

'Ele quer uma chance para poder mostrar o futebol', diz Wagner Ribeiro

Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2016 | 19h10

O atacante Gabriel chegou à Inter de Milão no meio do ano como uma das principais apostas para a temporada 2016/2017. Disputado por alguns dos maiores clubes da Europa, o ex-santista, no entanto, conviveu com uma realidade bem diferente nestes primeiros seis meses no continente e praticamente não teve oportunidades. A situação, como era de se esperar, tem deixado o jogador "triste".

"O treinador o colocou 16 minutos em um jogo e depois nunca mais entrou. E nós ficamos encucados. Falamos com o diretor de futebol, falamos com o presidente, e nós ficamos um pouco frustrados. Gabriel é um jogador jovem, tem um potencial enorme. Está triste, realmente, porque a vida do jogador é jogar futebol. Ele quer uma chance para poder mostrar o futebol que o levou para a Inter. Eu devo retornar a Milão em janeiro para resolver essa questão", explicou o empresário dele, Wagner Ribeiro, em entrevista ao SporTV.

De fato, Gabriel atuou somente 16 minutos desde que chegou à Inter, e com o técnico Frank De Boer, que já foi demitido. A esperança era que a chegada do novo treinador, Stefano Pioli, mudasse sua situação no clube, mas o atacante seguiu encostado no elenco e sem entrar em campo.

A falta de espaço levantou os primeiros rumores sobre uma possível saída de Gabriel, por empréstimo, para que tivesse mais oportunidade de atuar. O Las Palmas, da Espanha, apareceu como principal candidato, mas até o Santos, através do técnico Dorival Júnior, manifestou o desejo de repatriá-lo. A meta, no entanto, é que o atacante permaneça na Inter e conquiste seu lugar.

"O plano A é que ele continue na Inter e vire titular. Voltar ao Brasil tem problema burocrático. Quem joga na Itália, na condição em que ele está, ele está ocupando uma vaga de extracomunitário, já que não tem passaporte europeu. Ele vindo ao Brasil, perde essa vaga quando retornar para a Itália no meio do ano. Isso é muito ruim. Se ele for emprestado para outro time da Itália, não perde essa vaga. Se for de outro país, perde. Este é um problema caso seja emprestado. Mas a gente ainda vai chegar num acordo para que deem chance de ele jogar. Vamos ver o que acontece. Vamos falar com a família dele, que está triste com a situação", explicou Wagner Ribeiro.

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