Empresários árabes desistem de comprar o Liverpool

Grupo investidor, o Dubai INternational Capital (DIC), desmentiu os boatos da imprensa européia

AE-AP, Agencia Estado

15 de setembro de 2008 | 18h51

O grupo empresarial Dubai International Capital (DIC) divulgou um comunicado nesta segunda-feira desmentindo os boatos de que ainda estaria interessado na compra do clube inglês Liverpool. Em março deste ano, o DIC chegou a oferecer US$ 800 milhões (R$ 1,45 bi) pelo time, mas os sócios norte-americanos Tom Hicks e George Gillett Jr., que compraram a equipe em 2007, não aceitaram a proposta.    Dê seu palpite no Bolão Vip do LimãoEstima-se que Hicks e Gillett estejam pedindo US$ 1,2 bilhão (R$ 2,2 bi) pelo Liverpool. A negociação de clubes com grupos árabes não é novidade na Inglaterra, já que o Manchester City foi comprado recentemente por investidores de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. A contratação do atacante brasileiro Robinho, inclusive, só foi possível graças ao dinheiro vindo da exploração de petróleo no Oriente Médio.Mesmo com os rumores de que as negociações entre o DIC e o Liverpool ainda estavam em curso, o grupo empresarial fez questão de negar qualquer nova oferta por times ingleses. "O DIC não está envolvido em nenhuma negociação para comprar o Liverpool, e não está planejando fazer nenhuma nova oferta a nenhum outro clube", diz o comunicado.Neste sábado, antes da partida do Liverpool contra o Manchester United, válida pela quarta rodada do Campeonato Inglês, torcedores do time protestaram em frente ao Estádio Anfield contra a permanência dos norte-americanos à frente do clube. Hicks e Gillett chegaram prometendo títulos e uma nova arena, mas o time está endividado e o projeto para o estádio foi adiado. Ao menos, a equipe venceu o jogo, por 2 a 1, e está na vice-liderança da competição.  

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