Empresários se reúnem para discutir nova legislação

Jogadores só poderão firmar contrato máximo de 2 anos com seu empresário, sem renovação automática

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

23 de janeiro de 2008 | 19h37

Jogador só pode firmar contrato máximo de dois anos com seu empresário, sem renovação automática. Um novo vínculo deve ser rediscutido pelas duas partes. Atleta não pode ter mais de um representante, senão corre risco de ser punido. Além disso, agente de futebol não pode receber nenhum dinheiro em qualquer transferência do seu cliente. Tais regulamentações entraram em vigor em janeiro deste ano e foram expostas nesta quarta-feira num encontro entre 79 agentes credenciados pela Fifa, promovido pela Associação Brasileira dos Agentes de Futebol (Abaf), num hotel da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). "Nunca havia sido realizado um encontro desse porte no Brasil", declarou Léo Rabello, presidente da Abaf. "Todos os assuntos referentes às atividades dos empresários foram discutidos e avaliados, da nova regulamentação anunciada pela Fifa, passando pelo combate à ação de agentes clandestinos, até a possibilidade de ser criar um código de ética". Rabello explicou a importância da limitação do tempo de contrato entre jogador e agente. "Protege o atleta, que não fica refém do empresário, e normatiza o nosso trabalho", afirmou. "Queremos agir para não prejudicar a imagem da profissão, que carrega um estigma de algoz dos jogadores." Segundo Rabello, nenhum atleta pode ter mais de um empresário. "Ele pode ser punido pela Fifa e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF)". Curiosamente, um de seus jogadores, o meia Thiago Neves, do Fluminense, envolveu-se num imbróglio ao assinar um pré-contrato com o Palmeiras sob orientação de outro empresário.  O advogado Marcos Motta destacou que o empresário de futebol só pode receber um percentual do salário do cliente. "Agente não pode ter os direitos federativos de qualquer jogador", destacou Motta.

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