Empresários vão em peso ao Morumbi

A seleção brasileira e a necessidade de vencer para manter-se na zona de classificação das eliminatórias sul-americanas não foram motivos suficientes para convencer a torcida paulista a lotar o Morumbi hoje à noite. Menos de 50 mil pesssoas estiveram no estádio - havia 80 mil ingressos à disposição. O time de Emerson Leão, no entanto, atraiu um público especial, o de empresários. Nas tribunas e no salão nobre, circulavam muitos homens de negócios do futebol do mundo todo. Uma fonte ligada ao São Paulo afirmou que foram reservados lugares para empresários do Real Madrid, do Barcelona, do Arsenal, além de outros europeus - cerca de 15 -, e logo eles foram preenchidos. Aloísio Santos, representante do Milan, estava de olho em alguns jogadores, inclusive França. Não pôde ver o são-paulino em ação, pois o atleta não ficou nem no banco. O do Real Madrid, que não se identificou, estava observando o time inteiro, ninguém particularmente. Dos 11 titulares de Leão, oito atuam no Brasil, fato que atraiu ainda mais os agentes Fifa do exterior. Ewerthon, do Corinthians, era um dos que tinham o nome mais comentado nas ´rodinhas de empresários´. Os brasileiros também estiveram presentes, como Wagner Ribeiro e Cláudio Guadagno. Surgem comentários de que o goleiro Rogério Ceni pode transferir-se para o Arsenal, da Inglaterra. Recepção de gala - A diretoria do São Paulo ofereceu um coquetel e uma recepção de gala para os dirigentes de outros clubes e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Estiveram presentes, entre outros, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, e alguns jogadores, como o meia Kaká, do São Paulo. Os jogadores que foram cortados por Leão e não ficaram nem no banco, França, Edílson, Juan e Ânderson Lima, viram o jogo da tribuna. França e Edílson não conseguiam esconder o aborrecimento. Tranqüilidade, mas nem tanto - A aparente tranqüilidade, no entanto, não evitou alguns problemas. Os principais aconteceram com torcedores que chegavam trajando camisas de clubes, o que era proibido. "Não entendo isso", afirmava o corintiano Márcio Guedes Antunes. "Estou aqui para ver um jogo de futebol e não posso vestir a camisa do meu clube", lamentava-se. Segundo o comandante de operações e sub-comandante do 2.° Batalhão de Policiamento de Choque, Major Marcos Cabral Marinho de Moura, a medida objetiva evitar confrontos entre torcedores rivais. "Precisamos reduzir ao máximo o risco de incidentes", explicou, ressaltando que o efetivo de 450 homens, planejado para trabalhar com lotação máxima do estádio, foi mantido apesar do número de torcedores ser quase a metade. As bandeiras de plástico do Brasil foram novamente atiradas por boa parte dos torcedores por causa da má atuação da seleção. No jogo contra a Colômbia, também no Morumbi, a torcida jogou as bandeirinhas no campo. Cerca de mil peruanos estiveram presentes no Morumbi.

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