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Empresas oferecem imóveis para quitar dívidas trabalhistas da Portuguesa

Planova e Conexão 3 procuram jogadores que entraram com ação para tentar acordo e viabilizar projeto para o Canindé

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2016 | 08h01

As empresas responsáveis pelo projeto de revitalização da área onde está localizado o Canindé já negociam com os credores da Portuguesa. Atualmente no Santos, o atacante Ricardo Oliveira, que pede um pouco mais de R$ 782 mil na Justiça, foi consultado informalmente para o acerto da dívida, assim como o ex-zagueiro Rogério Pinheiro. Nos dois casos, o acordo envolveria cessão de imóveis.

Na autorização para representação, intermediação e desenvolvimento de projeto no Canindé são citados a Planova Planejamento e Construções S.A. e a Conexão 3 Desenvolvimento e Negócios, nome fantasia da Atar Participações e Negócios.

Advogada do processo trabalhista movido pelos jogadores e ex-jogadores, Gislaine Nunes, confirmou que foi procurada, mas não abriu qualquer negociação neste sentindo. Ela afirmou que o caminho para receber o que é pleiteado são os leilões do Canindé agendados para os dias 7 e 18 de novembro.

Apesar de já iniciar as negociações, o projeto ainda não foi aprovado. Em reunião na segunda-feira, alguns pontos foram ponderados e o pool de empresas, que além da Planova e da Conexão 3 conta com o envolvimento da Fernandes Arquitetos, tem uma semana para apresentar garantias bancárias. Eles garantem que vão comprar os 55% do terreno que pertencem à Prefeitura, que foi colocado à venda para destinar recursos para o Fundo Municipal de Saúde, e construir uma arena para 15 mil pessoas e uma sede social vertical, além de um shopping e um hotel. Apenas os dois primeiros ficarão definitivamente com o clube depois de 30 anos. 

Se tudo for apresentado, o projeto terá de passa por aprovação no Conselheiro de Orientação Fiscal (COF), no Conselheiro Deliberativo e, por fim, na Assembleia Geral.

Tombamento. A complexidade do processo faz com que o tombamento continue como opção. A deputada estadual Clélia Gomes, do PHS, que entrou com o pedido, estará no Canindé no sábado para analisar os documentos que serão enviados ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico). O órgão aceitou abrir um dossiê preliminar sobre o caso e estipulou prazo de 60 dias. O fato de o projeto da sede social ser do arquiteto Vilanova Artigas é um ponto favorável ao tombamento.

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