Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Encarregado de pensar pelo time, Oscar não aparece na seleção brasileira

Concorrentes têm maestros em boa fase, mas o meia do Chelsea não foi bem nos últimos dois jogos

Robson Morelli- Enviado Especial, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2013 | 07h18

SALVADOR - A comissão técnica da seleção sempre soube que seria difícil ter Oscar inteiro para que ele pudesse conduzir o time na Copa das Confederações. Historicamente, as equipes brasileiras sempre tiveram um maestro capaz de organizar os setores, cadenciar e dar ritmo à equipe, pensar o jogo. Pelé, Falcão, Zico, Sócrates, Raí, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká... a lista é imensa. No Brasil de Felipão esse cara seria Oscar.

“É interessante como ele sabe organizar o time e distribuir bem as bolas”, dizia Parreira quando a seleção ainda estava em Goiânia. Todos sempre esperaram por Oscar. Após dois amistosos e dois jogos oficiais, o menino de ouro que começou no Morumbi foi para o Inter e agora encanta os ingleses do Chelsea ainda não respondeu à altura. Oscar tem sido um meia importante para a equipe porque corre muito naqueles 100 metros da direita, ora no ataque, ora na defesa, mas não conduz o Brasil a nada, como, por exemplo, fazem Iniesta na Espanha e Pirlo na Itália. O Brasil carece ainda desse jogador.

Os números da Fifa comprovam isso em relação a Oscar. Recuperou 5 bolas contra os japoneses e 5 diante dos mexicanos. Na estreia da seleção no Mané Garrincha, em Brasília, Oscar deu 68 passes. Um bom número. Mas no Castelão, a marca despencou para 12. Os passes completados, sempre de acordo com a Fifa, foram 44 na primeira partida e 9 na segunda. Oscar decepciona também no ataque. Contra o Japão, ele fez 4 cruzamentos. Diante dos mexicanos, 1. “O que é preciso entender do Oscar é que ele é um jogador que se desgasta em campo, como são todos os meias modernos”, explica Parreira. Mesmo assim, Oscar é visto pelo torcedor como o meia capaz de pensar as jogadas, e isso, na prática, não está acontecendo.

Preparador físico Paulo Paixão lembra que Oscar teve ligeira melhora de produção depois dos 15 minutos do segundo tempo contra o Japão, quando fez aquela jogada para o gol de Jô. “É normal oscilar. Ele também é assim no Chelsea.” A comissão técnica esperava mais do garoto, mas entende sua condição de fim de temporada. O bom, lembrou Parreira, é que a técnica dos brasileiros é capaz de superar situações adversas a qualquer instante.

 

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