Ricardo Saibun/Divulgação
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Enderson minimiza gritos de 'burro' em derrota santista

Torcida do Santos elege o técnico como o culpado pela derrota por 1 a 0 para o Fluminense, na noite de quarta-feira, na Vila Belmiro

SANCHES FILHO, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 08h13

A torcida do Santos elegeu o culpado pela derrota por 1 a 0 para o Fluminense na noite de quarta-feira na Vila Belmiro: Enderson Moreira. O tropeço foi o segundo do time em casa no Campeonato Brasileiro - o outro foi diante do Corinthians, por 1 a 0, no primeiro turno. O treinador ouviu as primeiras vaias ao tirar o artilheiro do time, Gabriel, para a entrada de Leandro Damião. E foi xingado de burro depois do jogo, a caminho dos vestiários, por boa parte dos 6.178 torcedores que compareceram ao estádio na esperança de assistir a mais uma boa atuação do trio ofensivo que vinha de marcar oito gols em dois jogos, diante de Botafogo (cinco) e Palmeiras (três).

"Quando perde, sou eu culpado, como eu seria elogiado se o Santos ganhasse com um gol de (Leandro) Damião. Foi uma derrota dura porque queríamos encostar no G-4", defendeu-se Enderson. Ao ser questionado se o certo não teria sido tirar Rildo antes de Gabriel, o treinador justificou. "Gabriel é um jogador de extrema qualidade, mas perdeu duas grandes oportunidades de gol no primeiro tempo. Naquele momento, tirei o Gabriel como poderia tirar outros dois ou três que também não estavam bem. Inclusive Robinho, que não pôde fazer a pré-temporada. É preciso acabar com essa história de que ''esse'' não pode ser substituído. Perdemos alguns jogadores e outros estão desgastados em razão dos dois jogos por semana."

Robinho, que começou bem o jogo mas caiu de produção ainda no meio do primeiro tempo, procurou tirar a importância dos protestos dos torcedores. "Infelizmente o time perdeu e todos estão chateados. No primeiro tempo, fomos bem, tivemos várias oportunidades, mas não fizemos o gol. E no segundo tempo jogamos abaixo do nosso rendimento normal", disse Robinho, que acha que o Santos não deve desistir do Campeonato Brasileiro enquanto houver chance matemática de classificação para a Libertadores.

O experiente Aranha procurou não se estender ao responder sobre os protestos da torcida conta Enderson. "Nesses momentos em que a torcida se manifesta, o melhor é trabalhar e ficar em silêncio", disse.

O capitão Edu Dracena voltou a cutucar o preciosismo dos atacantes. "Foram dois tempos distintos. No primeiro o time foi bem, mas faltou a qualidade para fazer o gol. Depois o time cansou um pouco porque já está desgastado, em razão dos jogos quinta e domingo. O Fluminense jogou no sábado e teve um dia a mais para a recuperação que o Santos (enfrentou o Palmeiras domingo). Não é desculpa, mas isso faz diferença".

Para Dracena, o time também sentiu bastante a ausência de Lucas Lima em razão de o elenco não ter outro jogador com características para armar as jogadas e organizar o time. Ele também lamentou a substituição de Geuvânio, por contusão, aos 33 minutos do primeiro tempo. "São jogadores (Lucas Lima e Geuvânio) que estão encaixados na equipe, de qualidade. Mas não podemos desanimar porque há muita coisa pela frente".

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Enderson adiantou que deve poupar os titulares mais desgastados no jogo de sábado às 18h30 contra a Chapecoense, em Chapecó, Santa Catarina, pela 31ª rodada do Brasileiro. Além de Geuvânio, que sofreu lesão muscular, e Alison, Lucas Lima, que estão no departamento médico, Arouca, Cicinho, Edu Dracena e Robinho estão entre os que devem ficar fora do jogo de sábado.

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