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Enfim, começa o ano para os grandes de São Paulo

Palmeiras, Corinthians e São Paulo encaram desafios mais sérios. Santos fica de molho

Antero Greco, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2017 | 05h02

Os principais times paulistas tiveram três meses, entre treinamentos, amistosos e fases preliminares de torneios oficiais, para elaborarem forma de atuar, para terem um perfil definido. Agora, acabou a experimentação e começam desafios maiores. Não é exagero cravar que 2017 esperou quase até a metade de abril para dar a largada. O trio de ferro (São Paulo, Corinthians, Palmeiras) topa com momentos decisivos; o Santos, eliminado no Paulista nas quartas de final, fica um tempo de molho – nem por isso em ambiente ameno. 

Os testes mais árduos e imediatos estão reservados para São Paulo e Corinthians, rivais nas semifinais do Estadual e com duelos graúdos na Copa do Brasil. A rapaziada de Rogério Ceni amanhã tem o Cruzeiro pela frente, na competição nacional, e a trupe de Fábio Carille avaliará o estágio de reconstrução do Internacional, em remontagem para a disputa da Série B. Nenhuma das duas equipes daqui é favorita para seguir adiante, nem se pode considerá-las zebras. Estão, no mínimo, em igualdade de condições com os rivais.

Para o parágrafo anterior não soar bairrista, justiça se faça com o Cruzeiro. Na teoria, para azar tricolor, a turma mineira se encontra dois degraus acima. Mano Menezes ajeitou a casa, ao retornar no segundo semestre de 2016, recebeu gente nova e, por enquanto, comanda um dos melhores grupos do futebol brasileiro. Há equilíbrio entre os setores, qualidade e eficiência. Não é por coincidência, tampouco por distração dos outros, que acumula 15 vitórias e 4 empates até agora, em diversas frentes de combate.

O São Paulo terá de suar para livrar-se do obstáculo azul na caminhada por título que lhe falta na vasta galeria de troféus. Ceni terá medida dos limites da tropa, sobretudo porque o clássico da volta está marcado para Belo Horizonte. O São Paulo aprimorou, nas últimas apresentações, o comportamento do sistema defensivo. Já não leva gols com a naturalidade de quem toma um cafezinho no boteco da esquina. Ainda lhe falta constância no ataque.

“Poder de fogo” também não é marca registrada alvinegra até esta altura do calendário. O Corinthians economiza nos gols, com obstinada sovinice. Em compensação, tem uma das defesas menos vazadas. Carille não se vexou em montar couraça brava e, de 1 a 0 em 1 a 0, deixa inimigos para trás. A questão está na frente, mesmo, região em que conta, a rigor, só com Jô, porque alternativas de reserva estão em tratamento. 

O Inter comporta-se como franco-atirador, e nisso se concentra o perigo. A missão colorada é voltar para a elite em 2018. Para tanto, foram feitas diversas contratações, e aos poucos se consolida elenco de respeito. Não dá para considerar surpresa, se ultrapassar a fase.

Sobra parada de responsabilidade também para o Palmeiras. No campeonato doméstico, livrou vários corpos de vantagem sobre os concorrentes e chega à antessala da decisão como favorito contra a Ponte. Mas, com o perdão do lugar-comum, não pode dar como certa a classificação. A Macaca embalou com a heroica conquista da vaga diante do Santos.

O tema palestrino, para hoje, é o Peñarol. Vá lá que os uruguaios não lembrem grandes esquadrões do passado – até um que, no início dos anos 60, ganhou Libertadores em cima do Palmeiras. Porém, tem história, camisa estrelada e pretensões. Excelente ocasião para pôr à prova o repertório de Eduardo Baptista e seu grande, variado e caro elenco. 

O Santos falhou na primeira empreitada, ao ver-se eliminado no Paulistão. Ok, venceu no tempo normal e restou à margem por causa dos pênaltis; percalços da vida. A preocupação tem como foco a inconstância, menos frequente no ano passado. Dorival Júnior sofre contestação e estará sob crivo pesado nos próximos jogos da Libertadores.

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