NELSON ALMEIDA / AFP
NELSON ALMEIDA / AFP

'Enquanto me sentir capaz, vou seguir', diz Jardine, do São Paulo

Questionado se tem certeza de que será o treinador no próximo jogo, contra o Corinthians, ele desconversa

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2019 | 00h59

Se André Jardine será ou não demitido do São Paulo, a única certeza é de que o anúncio não virá imediatamente após a eliminação da equipe na Libertadores. Uma hora depois do término do empate sem gols com o Talleres-ARG, o treinador apareceu na sala de entrevistas do Morumbi e falou ainda como comandante tricolor. Mesmo que o próprio não tenha dado certeza se estará no banco no próximo domingo, quando o time visita o Corinthians, em Itaquera, pelo Paulistão.

"Não consegui tirar um minuto sequer pra pensar nisso", respondeu, quando questionado se tinha convicção de que seria o treinador no clássico. "Nesse momento é tristeza. Todos no vestiário sofrendo, como tem que ser. Começando a pensar como vai ser daqui para frente. O dia de amanhã com certeza vamos conseguir refletir melhor sobre todas as coisas", completou.

Assim como aconteceu após a derrota para a Ponte Preta, no último sábado, Jardine foi indagado sobre qual seria o seu limite para suportar a pressão. A resposta acabou sendo parecida: "Eu realmente não sei dizer qual é o meu limite. O que eu sei é que quem está no futebol... jogadores, presidente, Raí, estamos sujeitos e estamos aqui para suportar a pressão que é estar no São Paulo. O São Paulo é muito grande. A pressão dos anos que não conquista, a gente sabe de tudo isso. Todos estamos trabalhando, todos os dias, acreditando que teremos um grande ano. Enquanto eu me sentir capaz e com força para seguir, eu vou seguir".

Desde que assumiu ainda como interino, no fim de novembro passado, Jardine comandou o time em 15 jogos, com quatro vitórias, três empates e oito derrotas, ou seja, aproveitamento de 33,3%. Coforme o Estado já havia mostrado, ele tem o pior desempenho de um treinador no São Paulo desde Doriva, em 2015.

"Estou bastante decepcionado. É momento de todos dentro do clube reconhecerem isso. Temos a expectativa de jogar um futebol muito melhor. A responsabilidade é minha. Mas não custa, lembrar-nos todos, que a dificuldade do São Paulo se impor contra clubes menores no Morumbi vem de bastante tempo", falou, referindo-se a outras eliminações recentes diante de adversários menos expressivos no cenário do futebol. Esta foi a 20ª eliminação do clube em torneios de mata-mata desde o último título, a Copa Sul-Americana de 2012. "O fato é que eu ainda não consegui. Imagino eu que tenho capacidade. O problema ainda existe, e precisamos resolver. O São Paulo precisa ser capaz de jogar um futebol melhor, que a torcida está acostumada."

 

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