Vitor Silva/Divulgação
Vitor Silva/Divulgação

Entenda a polêmica com o VAR: o que Botafogo e Palmeiras alegam sobre o lance

Clube carioca promete que vai tentar anular a partida realizada em Brasília, no último sábado

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2019 | 17h13
Atualizado 28 de maio de 2019 | 12h38

A possível batalha do Botafogo para tentar anular o jogo do último sábado, contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, não deve ser fácil. Como o texto das regras permite várias interpretações e há também dúvidas sobre a própria conduta do árbitro no lance, o caso está longe de solucionar polêmicas. No entanto, para explicar a situação e tentar decifrar os impactos, o Estado colheu informações e formulou respostas para as principais dúvidas sobre o tema.

O lance polêmico foi no segundo tempo. Gabriel derrubou Deyverson dentro da área. Inicialmente, o árbitro Paulo Roberto Alves Junior deu cartão amarelo ao palmeirense por simulação. A decisão, no entanto, foi revista e no lance foi marcado o pênalti que originou o gol da vitória alviverde, convertido por Gómez. A reclamação botafoguense é que antes da partida ser interrompiada para se analisar as imagens, o jogo havia sido recomeçado.

1. Qual a reclamação do Botafogo?

O clube carioca não questiona o pênalti dado com auxílio do árbitro de vídeo. O Botafogo alega que a partida foi reiniciada antes de ser paralisada para que o lance fosse analisado. A queixa se embasa na regra 5 do protocolo de utilização da tecnologia. O texto, elaborado pela Fifa, determina que o árbitro precisa terminar a revisão das imagens antes de prosseguir com a partida.

O presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej, voltou a reclamar do episódio nesta segunda-feira. "Eu não quero entrar no mérito se foi pênalti ou não, quero discutir a regra cinco. Não quero discutir se foi ou não pênalti. É uma questão de cada um. Estamos colocando os pontos de vista que achamos corretos. Existem os órgãos que vão analisar e é isso que eu vejo", disse em entrevista à ESPN.

2. O Botafogo já formalizou o pedido de impugnação?

Sim. O comunicado foi enviado na noite desta segunda-feira. 

3. Qual a postura do Palmeiras?

Apenas esperar. O clube considera muito difícil que o jogo seja anulado. O Palmeiras avalia que apesar dos defensores do Botafogo terem reiniciado a partida, não está claro nas imagens que o árbitro da partida gesticulou para autorizar o recomeço. O departamento jurídico do clube tem a posição de que é preciso aguardar os movimentos do Botafogo para só depois tomar uma atitude.

4. Quais documentos podem ajudar o Palmeiras a manter o resultado?

O protocolo utilizado pela CBF para o árbitro de vídeo cita no texto quando a tecnologia pode ser utilizada. Em um trecho, o documento reitera que uma partida não pode ser invalidada por quatro situações como: defeito na tecnologia do VAR, decisão de não revisar um incidente, revisão de uma situação não-revisável e, por último, decisão errada envolvendo o VAR, fator que pode ser aplicado ao contexto da partida de sábado.

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