Juan Mabromata/AFP
Juan Mabromata/AFP

Cirurgia no cérebro de Maradona: entenda o que foi, seus riscos, tratamento e causas

Craque argentino, que tem 60 anos de idade, se recupera após passar por processo cirúrgico na terça-feira

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2020 | 10h38
Atualizado 04 de novembro de 2020 | 16h32

O ex-jogador Diego Maradona passou por cirurgia no cérebro na terça-feira, dia 3, para retirar um coágulo acumulado na região subdural do cérebro por causa de pancadas, segundo os médicos do argentino. O craque, que completou 60 anos no último dia 30, se recupera bem, mas inspira cuidados. Ele está internado em um hospital de Buenos Aires, onde fãs fazem vigília.

Maradona corre algum risco de morte? Ele pode ficar com sequelas? Quais os tratamentos que o craque precisará fazer após a cirurgia? O que ocasionou o problema? O Estadão ouviu um médico especialista para explicar a situação. Trata-se do  neurocirurgião Feres Chaddad, professor de Neurocirurgia da Unifesp e Coordenador da Neurocirurgia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O que foi a cirurgia do Maradona?

Ele tinha um hematoma subdural, que é um coágulo que se forma entre o cérebro e uma membrana chamada dura-máter. Pode ser um trauma mais leve ou mais agudo, como foi o de Maradona. Neste caso, o paciente precisa passar por cirurgia para a retirada do coágulo. "Esse hematoma pode causar traumatismo craniano. Geralmente, o indivíduo começa a ficar sonolento e perde a força de um lado do corpo ou pode até ter paralisia na face", explicou o neurocirurgião.

Qual a causa do hematoma no cérebro?

O hematoma ocorre em razão de uma pancada na cabeça. Se for um trauma mais forte, geralmente ocasionado por um acidente de carro ou algo em que o indivíduo bateu fortemente a cabeça, é uma situação mais grave e necessita da cirurgia. Mas há casos mais leves, que um medicamento ou até acompanhamento médico já basta. "Se houver um aumento do hematoma nos casos leves, aí sim é necessária a cirurgia", explicou o médico.

Maradona corre risco de morte?

"Havia risco de morte elevado se Maradona não fizesse a cirurgia, pois isso causaria um inchado cerebral, acompanhado de traumatismo craniano", explicou o neurocirurgião. Feita a cirurgia, o craque argentino não corre mais tantos riscos em razão deste problema. Ele diz isso observando que tudo tenha dado certo. 

Maradona pode ficar com sequelas?

Como foi feita uma cirurgia, a chance é menor de sequelas. Geralmente, há maiores possibilidades de sequelas quando o paciente passa por um tratamento, pois há riscos de o hematoma aumentar.

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