Enterro de Armando Marques reúne pouca gente no Rio

Conhecido por ser um homem recluso, ex-árbitro teve sepultamento acompanhado nesta quinta-feira, no Rio, por apenas oito pessoas

Ronald Lincoln Jr., O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2014 | 20h40

O enterro do corpo de Armando Marques, um dos principais árbitros da história do futebol brasileiro e que também foi presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, aconteceu na tarde desta quinta-feira, no Rio, diante de apenas oito pessoas.

O velório e o enterro foram realizados no cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, zona oeste do Rio. O lugar fica bastante longe de Copacabana, bairro em que Armando Marques morava. De acordo com César Lopes, sobrinho do ex-árbitro, o cemitério, a urna e a ornamentação do enterro foram escolhidos e pagos pelo próprio tio, no dia 13 de junho, há pouco mais de um mês.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Armando Marques foi internado na terça-feira com quadro grave de insuficiência renal, na Coordenação de Emergência Regional (CER) do Leblon, na zona sul do Rio, e não resistiu, morrendo nesta quinta aos 84 anos.

Na segunda-feira, Armando Marques já havia comparecido ao médico para realizar exames. Na ocasião, ele foi ao hospital vestido com o uniforme de árbitro - inclusive carregava seu apito, segundo seu sobrinho. O médico que o atendeu chegou a recomendar que ficasse internado por causa do estado frágil no qual se encontrava, mas ele preferiu voltar para casa.

"Ele tinha a personalidade forte. Gostava de resolver tudo sozinho. Todos o conheciam e admiravam por esse jeito", contou o sobrinho.

Um dos poucos colegas de profissão que compareceram ao enterro foi o ex-árbitro Luis Antônio Silva Santos, chefiado por Armando Marques entre 1998 e 2005. "Se não fosse por Armando Marques, eu não seria um árbitro de projeção nacional. Ele sempre me dizia antes de jogos importantes: 'Para apitar é preciso coragem'", lembrou.

Segundo César Lopes, muito conhecidos de Armando Marques do meio do futebol ligaram para prestar condolências, mas poucos compareceram porque souberam da morte poucas horas antes do enterro.

Armando Marques era conhecido por ser um homem muito recluso. Não teve filhos, nem casou. Mas, segundo o sobrinho, tinha muitos amigos e era muito ligado à família.

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