Entre a cruz e a espada, Palmeiras encara o líder

O Palmeiras vai viver uma situação inusitada na tarde deste domingo. Mesmo sem pretensão nenhuma no Brasileiro, entrará em campo pressionado. Vencer ou não vencer, eis a questão. Se pelo menos empatar com o Fluminense, a partir das 17 horas, na Arena Barueri, estará ajudando o Corinthians na luta pelo título. Se perder, pode ficar marcado pela suspeita de entregar o jogo para prejudicar o rival.

DANIEL AKSTEIN BATISTA, Agência Estado

28 de novembro de 2010 | 08h06

A situação é incômoda e só piorou após a eliminação na Copa Sul-Americana, quarta-feira. A derrota por 2 a 1 para o Goiás, no Pacaembu lotado, não foi esquecida. Se tivesse ao menos empatado, o time estaria na final da Sul-Americana e entraria em campo como um time reserva. Com o tropeço, Luiz Felipe Scolari ficou na dúvida e deve colocar alguns titulares.

As férias antecipadas planejadas por Felipão não vieram. Pelo menos da maneira que muitos imaginavam. Mas os jogadores não podem reclamar. A partir de amanhã, atletas como Kleber, Lincoln, Deola e Marcos Assunção poderão esquecer um pouco dos fracassos do time na temporada, para começar a pensar no Estadual de 2011. "Nosso planejamento era até o dia 8 (data da final da Sul-Americana) e aí o prazo seria curto para a pré-temporada", explicou o diretor de futebol Wlademir Pescarmona. "Já daremos férias para alguns durante a semana."

As polêmicas sobre o jogo de hoje começaram há alguns dias. Após a derrota para o Goiás, Pescarmona falou que por ele o time nem entrava em campo. Depois, falou que o Corinthians não deve esperar uma ajuda alviverde.

Antonio Carlos Corcione, assessor especial da presidência e um dos membros do Conselho Gestor, convidou a torcida do Fluminense para lotar a Arena Barueri. "Pode ser o jogo do título", afirmou, lembrando que os cariocas podem ser campeões se vencerem e se o Corinthians perder para o Vasco.

ALERTA - A dúvida do Palmeiras não está apenas em ajudar o Corinthians em não. O problema está na sua consequência. Se roubar pontos do Fluminense, o time sentirá a ira da sua torcida. A derrota para o Goiás já causou uma revolta geral dos torcedores, mas nenhuma confusão foi registrada. As organizadas já avisaram que neste domingo vão protestar pelo fracasso na Sul-Americana e que, se o time não perder, as consequências serão graves.

A tensão estará no ar em Barueri e o clube já solicitou reforço na segurança, não apenas no estádio, mas também na Academia de futebol.

Felipão vai manter a mesma base do time que atuou os últimos três jogos no Brasileiro. Apenas dois ou três titulares devem ir a campo. Lincoln e Edinho são desfalques confirmados. Kleber e Marcos Assunção também deve ficar de fora.

Pescarmona imagina que os jogadores que forem escolhidos por Felipão darão o seu melhor e disse que nunca viu alguém que jogou para perder, mas alertou para a força do adversário. "Contra o Fluminense, que tem um time excelente, que tem o Conca, o melhor jogador do campeonato, vai ser muito difícil."

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