Agência i7/Mineirãoi
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'Entretenimento nos estádios pode ir além dos 90 minutos da partida de futebol'

Especialista analisa a oferta de serviços e atrações nas arenas brasileiras

Entrevista com

Mauro Correa - especialista em hospitalidade nos estádios

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2019 | 04h30

O entretenimento em estádios de futebol pode ir além da partida em si e oferecer memórias únicas e experiências diferenciadas para os torcedores. A opinião é de Mauro Correa, sócio diretor da Golden Goal, empresa de gestão e marketing esportivo. Para o especialista no mercado de hospitalidade, os camarotes nos estádios ainda possuem grande potencial de crescimento. Em entrevista ao Estado, Correa explica o funcionamento dos espaços exclusivos no mercado brasileiro. E como podem gerar mais receita para os clubes. 

Por que os camarotes oferecem barbearia e shows?

O futebol tem de ser visto como produto de entretenimento ampliado em relação aos 90 minutos da partida em si. Essa é a forma de competir com outras opções de lazer, como cinema, viagem em família, peça de teatro. 

Como assim?

O futebol tem de oferecer atrativos que engajem o torcedor de forma diferente, única e que traga boas memórias e experiências diferentes, ampliando o tempo de consumo no estádio. O entretenimento vai além de comemorar a vitória do time e permite captar receitas de outras formas para os clubes. 

A quem pertencem os camarotes?

Aos clubes ou aos proprietários das arenas, que fazem contratos de concessão para permissionários. É quase um contrato de concessão por tempo determinado. 

Quantos faturam os camarotes?

Existem diferentes precificações. Cada arena está num mercado e, além disso, os clubes disputam em séries diferentes. No eixo Rio-São Paulo, os preços variam entre 350 e 600 por reais por jogo de acordo com a relevância da partida. Os estádios de Copa do Mundo têm entre 1200 e 2000 assentos de camarote. O Maracanã, por exemplo, tem 2000 assentos.

Qual é a taxa de ocupação dos camarotes? 

A taxa de ocupação média no Brasil não é maior do que 50%. Isso significa que ainda existe um bom potencial para ser ocupado. A melhor performance é a do Allianz Parque, que oferece shows frequentes, tem boa localização e facilidade de acesso por transporte público.

Como tem se comportado o mercado nos últimos anos?

Os anos de 2016 e 2017 foram difíceis em função do contexto macroeconômico. Desde a metade do ano passado, nós estamos converter algumas oportunidades de negócios, inclusive além dos estádios de futebol. É um momento oportuno para os clubes desenvolverem mais um canal de receitas. Nós crescemos em 45% a base de clientes corporativos nos últimos 18 meses. É um momento positivo de expansão. 

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