Entrosamento é a arma do Inter

Ter feito a lição de casa antes da maioria dos outros grandes clubes brasileiros pode render vantagens ao Internacional no começo do Campeonato Brasileiro. A equipe gaúcha não recorreu a contratações milionárias no início do ano e chega a agosto com o título estadual na bagagem, suficiente para devolver confiança a uma torcida que havia passado quatro anos em jejum. O time joga junto desde janeiro e pode apresentar um bom conjunto já no início da competição, se algumas divergências internas forem superadas. O vice-presidente de futebol do clube, Pércio França, tem dito que não vê muitas equipes melhores no atual cenário brasileiro. Mas, apesar de ter tido tempo para adquirir um padrão de jogo, o Inter ainda depende da resposta de alguns de seus astros em campo e de saber se os recentes desentendimentos de alguns jogadores com o técnico Guto Ferreira estão mesmo superados. O meia Carlos Miguel, tido como destaque do elenco, alternou boas e más exibições no primeiro semestre e não foi escalado nos últimos amistosos. O goleador da temporada, Fernando Baiano, brigou com Guto Ferreira depois de ser substituído no amistoso de sábado passado, contra o Criciúma. Os dois fizeram as pazes, mas ficou algum constrangimento no ar. Os reforços do Inter para o Brasileiro são o ala Luizinho Neto, ex-Atlético Paranaense, o zagueiro Luiz Alberto, que veio do Real Sociedad (Espanha), e o meia Ivanildo, que fez boa campanha pelo São Gabriel no Campeonato Gaúcho. A equipe não contará com o zagueiro Ameli, que foi para o São Paulo, e o meia Diogo Rincón, vendido ao Dínamo de Kiev (Ucrânia). Time base: Clêmer; Vinícius, Júnior Baiano e Chris; Luizinho Neto, Alexandre, Claiton, Fabiano e Cássio; Mahicon Librelatto e Fernando Baiano. Técnico: Guto Ferreira.

Agencia Estado,

09 Agosto 2002 | 14h56

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