Envolvidos em corrupção na Fifa, argentinos se entregam

Acusados de envolvimento em um escândalo de corrupção que envolve vários dirigentes da Fifa, os empresários argentinos Hugo e Mariano Jinkis se entregaram à Justiça nesta quinta-feira após permanecerem foragidos por quase três semanas. 

Estadão Conteúdo

18 de junho de 2015 | 11h37

No fim de maio, a Justiça dos Estados Unidos havia solicitado a prisão com fins de extradição de Hugo e Mariano Jinkis, pai e filho, respectivamente, e donos da empresa de marketing esportivo Full Play, por terem supostamente aceito pagar junto com outro empresário US$ 110 milhões (aproximadamente R$ 335 milhões) em suborno em troca dos direitos de quatro edições da Copa América.

Ambos os acusados chegaram a um tribunal de Buenos Aires junto aos advogados Juan Sforza y Mariano Castex e se dirigiram ao juiz Claudio Bonadio, se entregando e colocando à disposição do magistrado. Os empresários se negaram a serem extraditados. Com tal ação, o juiz vai iniciar um julgamento sobre o pedido dos Estados Unidos. A estratégia da defesa seria que a Hugo Jinkis, pai de Mariano, fosse concedida a prisão domiciliar.

Um tribunal federal de apelações de Buenos Aires negou na última terça-feira um pedido dos empresários para ficarem livres da prisão enquanto se julga o pedido de extradição. Junto a Alejandro Burzaco, ex-presidente da Torneos y Competencias, os Jinkis são acusados nos Estados Unidos por subornos, lavagem de dinheiro e crime organizado. Dias atrás, Burzaco se entregou à Justiça na Itália, onde está sob prisão domiciliar.

Notícias relacionadas
Tudo o que sabemos sobre:
futebolFifaempresários argentinos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.