Equipes paulistas trabalham para recuperar prestígio

Dos quatro grandes do Estado, o Palmeiras é quem precisa de mais atenção, já que esteve ameaçado de cair até a última rodada

O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2014 | 13h40

O futebol paulista começa a definir suas estratégias para recuperar prestígio no Brasil. A temporada 2014 expôs uma série de dificuldades dentro e fora de campo dos clubes de São Paulo. Novos presidentes foram eleitos e outros ainda serão para melhorar a situação. Treinadores e diretores de futebol também estão sendo contratados. Dos quatro grandes de São Paulo, o Palmeiras é quem precisa de mais atenção. O clube é terra arrasada após temporada ruim. O trabalho começa praticamente do zero após dois anos de comando de Paulo Nobre. Veja a situação de cada paulista para 2015.

1. São Paulo

É um dos mais bem estruturados de São Paulo. O time do Morumbi tem elenco razoavelmente bom e um treinador que conhece bem o clube. Isso adianta muito o trabalho do Tricolor em 2015. O elenco precisa de reforços pontuais para garantir a temporada, com boas reposições em todas as posições. Muricy sempre defendeu isso. O São Paulo não terá mais Kaká no meio de campo. Michel Bastos pode assumir a função. Como o time está formado, Muricy, e sua diretoria, faz pedidos pontuais, e usa a estrutura do clube para seduzir jogadores. O São Paulo disputa a Libertadores, além das competições nacionais.

2. Corinthians

O Corinthians vive a expectativa de confirmar Tite no lugar de Mano Menezes, de modo a começar, a partir daí, a reformulação no elenco. Todo treinador que chega tem suas preferências. Tite conhece bem o elenco, ou parte dele, e precisa saber o que pensa sobre determinados jogadores. O Corinthians carece de atacantes. Guerrero é o único e mesmo assim pede um caminhão de dinheiro para ficar no Parque São Jorge. Mas os problemas do Corinthians são também fora de campo. O presidente Mário Gobbi fica até as eleições de fevereiro. Seu trabalho é muito contestado. Há quem diga que ele foi o pior presidente do clube nos últimos anos. Ele e Mano deixam o Corinthians sem nenhum caminho para quem chega. Por isso, o Corinthians terá de resolver também seus problemas de gestão, de comando e de gente que comanda. O Itaquerão é uma realidade e ponto forte do clube, sempre lotado e dando boas rendas ao futebol.

3. Santos

Com a eleição de Modesto Roma Jr no Santos, o novo presidente tem a missão de unir o time da Vila, suas facções e acabar com as divergências administrativas. O Santos vive das bases e não pode perder esse foco. Seu maior problema é ter um time modesto, regular, mas que não faz voos altos. É preciso definir as situações de Robinho e Damião, e quem será o treinador. Precisa de reforços. É tem de reformar a Vila, de modo a ter mais público em suas partidas. O Santos vive de 7 mil torcedores na maior parte dos jogos. Modestinho tem muito o que fazer e pouco dinheiro, uma vez que a cota de R$ 45 milhões de tevê de 2015 já foi adiantada e gasta. E ninguém sabe nada sobre os doláres que entraram no clube nos últimos anos. O caixa está vazio.

4. Palmeiras

É um time com estádio e um estádio sem time. O Palmeiras tem uma Arena que pode fazer a diferença em sua próxima temporada. A equipe, no entanto, ainda não ganhou na casa nova. Perdeu para o Sport e empatou com o Atlético-PR, nas duas partidas que fez no estádio. Oswaldo de Oliveira, assinando contrato no lugar de Dorival Jr, dará ao Palmeiras uma nova condição. O clube vinha apostando em técnicos de menor envergadura, promessas que podem vingar ou não. Oswaldo muda esse cenário. É um treinador vencedor. Mas não tem time. O elenco é ruim e grande. Paulo Nobre também foi eleito para mais dois anos de comando e precisa agora mais acertar do que errar. Sua primeira gestão foi fraca. Dispensar jogadores é o começo. Contratar reforços de peso também. Se não tiver primeiro uma equipe e depois um elenco, o Palmeiras não vai sair do buraco.

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