Neil Hall/EFE
Neil Hall/EFE

Eriksen está recuperado de ataque cardíaco e entra na mira de clubes ingleses, diz jornal

Segundo o 'Daily Mail', empresário do meia dinamarquês afirma que o jogador recebeu bons resultados de exames e espera vê-lo treinando em alguma equipe no final de janeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2022 | 12h41

O meio-campista Christian Eriksen pode realizar o sonho de voltar a jogar futebol após a parada cardíaca sofrida na Eurocopa, em junho. Pouco menos de um mês após deixar a Inter de Milão, o dinamarquês estaria na mira de clubes do futebol inglês, que gostariam de aproveitar a chance de assinar com o atleta sem custos. 

"As coisas estão indo bem para o Christian. Ele fez vários exames e testes antes do Natal e os resultados foram muito bons. Esperamos que ele comece os treinos em grupo com uma equipe no final de janeiro", disse Martin Shoots, empresário do jogador, ao jornal britânico Daily Mail.

Eriksen vem treinando desde a primeira semana de dezembro no Odense, modesto clube da Dinamarca onde começou nas categorias de base. Ele rescindiu amigavelmente com a Inter de Milão após o clube italiano ser informado que não seria permitido que o meia atuasse no país com um cardioversor desfibrilador implantável (CDI)

Contratado em janeiro de 2020 junto ao Tottenham por 27 milhões de euros, o dinamarquês de 29 anos tinha contrato até 2024 com a Inter. Ele disputou 60 partidas, marcando oito gols e dando três assistências. 

Entenda o caso

Durante a partida entre Dinamarca e Finlândia, pelo Grupo B da Eurocopa, Eriksen caiu desacordado no gramado do Estádio Parker aos 42 minutos do primeiro tempo, depois de correr para receber uma bola de arremesso lateral. Ele foi reanimado ainda no local e deixou o estádio lúcido. 

Dias após o sofrer o mal súbito, o Eriksen teve implantado no coração um cardioversor desfibrilador implantável (CDI), aparelho que restaura o ritmo cardíaco através de uma descarga elétrica constante, evitando uma eventual nova parada cardíaca.

Segundo especialistas, os pacientes que sobrevivem a episódios do tipo são aconselhados a não realizarem mais atividades que exigem grande esforço físico. Entretanto, o meia não pensa em encerrar a carreira e nunca escondeu os planos de voltar aos gramados. 

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