Erros de Cléber Abade motivam confusão

O árbitro Cléber Wellington Abade não beijou a santa como fez seu colega Edílson Pereira de Carvalho na partida anulada entre Santos e Corinthians, de 31 de julho, e disputada novamente nesta quinta-feira por determinação do STJD. Edílson confessou envolvimento na ?máfia do apito?, que fraudava resultados para beneficiar apostadores em sites de jogatinas na internet. Abade entrou em campo sabendo da sua responsabilidade. Não podia errar. Não podia ter a apresentação contestada. Mas não foi o que aconteceu, sobretudo por um pênalti não marcado aos 18 minutos do segundo tempo de Saulo em Nilmar. Falta clara dentro da área. E ele estava próximo do lance. Nada deu. Repreendeu Nilmar. Errou feio. E por outro marcado de Zé Elias, quando a partida estava 2 a 2. Poucos torcedores viram a falta. E por isso ficaram revoltados. Zé Elias ainda teve a falta de inteligência de insinuar para a torcida, com gestos de mão, que o juiz havia roubado. Seu gesto foi impensado e provocou a ira do santista. Os próprios atletas do Santos ajudaram a jogar a torcida contra Abade. Houve invasão, expulsão, briga da Polícia Militar com os santistas. Abade permeneceu cercado por policiais. Apitou mal, mesmo não se permitindo ficar mais de dez metros longe das jogadas. No primeiro tempo, até que foi razoável, apesar de algumas faltas não marcadas. Ao final dos primeiros 45 minutos, entretanto, recebeu crítica indireta do volante Zé Elias, que entregou o argentino Carlitos Tevez. Segundo o santista, o jogador corintiano passou a primeira parte da disputa xingando os rivais. Tevez nada falou sobre o assunto. Abade também não, e provavelmente porque não ouviu as ?provocações? deduradas por Zé. Abade demorou para dar cartão amarelo durante o jogo. E, a cada falta apitada, tentava explicar seu entendimento do lance. Um pouco desse comportamento também se deve à fase acuada da arbitragem depois do escândalo provocado por Edílson e Paulo José Danelon, outro juiz que estava no esquema fraudulento da quadrilha desmascarada pela Polícia Federal. Abade foi bem na expulsão de Luizão, aos 19 do segundo tempo, por cotovelada em Wendel. Errou ainda em não acabar o jogo com a confusão generalizada. Preferiu esperar. Foi chamado de Edílson (ladrão).

Agencia Estado,

13 de outubro de 2005 | 23h26

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.