Escândalo agrava crise no futebol do Equador

O planejamento do Equador para a Copa da Alemanha está sendo atrapalhado por um grave fator extra-campo: denúncias sobre tráfico ilegal de pessoas, que já levaram à prisão dois membros da comissão técnica da seleção, o médico Patricio Maldonado e coordenador Vinicio Luna. Além disso, o relações públicas da Federação Equatoriana, Luis Castro Espinoza, teve sua prisão preventiva pedida na sexta-feira por um juiz da cidade de Guayaquil. Ele já foi detido. E o escândalo está prestes a atingir até o presidente da entidade, Luis Chiriboga. Os integrantes da Federação são acusados de aproveitar as viagens da seleção para amistosos e jogos oficiais para vender vistos de entrada nos Estados Unidos e alguns países da Europa por até US$ 14 mil. Quem pagava pelo visto viajava no mesmo avião que a seleção e entrava nos países como se fosse membro da delegação. Muitas viagens, porém, foram pagas e não realizadas, mesmo depois de pagas.São várias as denúncias, em diversas cidades equatorianas. Recentemente, Celso Zuqillo, advogado de algumas vítimas do golpe, revelou que a embaixada da Alemanha concedeu cinco vistos a pessoas que não tinham ligação com a seleção.Com a sujeira chegando à sua porta, o presidente Chiriboga, mesmo pressionado, garantiu que não vai renunciar ao cargo e que a Federação irá colaborar com as investigações. ?Não tenho por que renunciar, porque seria assumir erros que não cometi??, disse.

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