Escândalo na Fifa precisa acabar antes de eleição, diz Blatter

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, quer que o escândalo da negociação de venda de votos que prejudicou a tentativa da entidade de limpar sua imagem seja resolvido antes da eleição de 1o de junho, em que ele tentará a reeleição.

SONIA OXLEY, REUTERS

11 de maio de 2011 | 16h29

O ex-presidente da Associação Inglesa de Futebol (FA) David Triesman acusou os membros do comitê executivo Ricardo Teixeira, Jack Warner, Nicolás Leoz e Worawi Makudi de pedirem favores em troca de seus votos na candidatura da Inglaterra para sediar a Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia.

"Vamos precisar de algum tempo para fazer isso, mas terá que ser bem rápido, porque temos um congresso pela frente e temos que resolver essa questão antes do congresso", disse Blatter à TV Al Jazeera nesta quarta-feira.

"Não podemos dizer para apagar isso da Fifa e que cuidaremos depois... Não, temos que fazer isso agora, imediatamente, temos exatamente três semanas para fazer, então temos que acelerar os movimentos para o bem ou para o mal."

A Fifa enviou uma carta nesta quarta-feira à FA inglesa pedindo provas que sustentem as acusações de Triesman, feitas na véspera em uma investigação parlamentar britânica sobre as causas da derrota do país no processo de candidatura para sediar o Mundial.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e os outros acusados por Triesman negaram qualquer atitude imprópria.

O escândalo prejudicou a imagem de Blatter apenas três semanas antes da votação pela presidência da Fifa contra o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Mohamed Bin Hammam, do Catar.

A disputa pela sede da Copa de 2018 não foi a única envolvida em acusações de corrupção na investigação parlamentar britânica, uma vez que parlamentares envolvidos no tema também revelaram os nomes de outros dois membros do comitê executivo da Fifa acusados de terem vendido seus votos para o Catar, que foi escolhido sede da Copa de 2022.

O vice-presidente da Fifa Issa Hayatou, de Camarões, e o marfinense Jacques Anouma foram acusados de receberem 1,5 milhão de dólares para votar no Catar. A acusação foi "categoricamente negada" por Hayatou, que é o presidente da Confederação Africana de Futebol, nesta quarta-feira.

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